Mesmo com denúncias, Renan é eleito

Foto: IGApenas ontem (31), 24 horas antes da eleição para a presidência do Senado, que a candidatura do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi formalizada, com o apoio do PT e do Palácio do Planalto.Este apoio pôde ser verificado com clareza em decorr
30/01/2013 às 00h00
 - Atualizado há 13 anos

Foto: IGApenas ontem (31), 24 horas antes da eleição para a presidência do Senado, que a candidatura do senadorRenan Calheiros(PMDB-AL) foi formalizada, com o apoio do PT e do Palácio do Planalto.Este apoio pôde ser verificado com clareza em decorrência do resultado da eleição – 56 votos para este senador (que concorria pelo partido mais numeroso no Senado – 20 cadeiras) contra 18 votos para o senadorPedro Taques(PDT – MT), que tinha o apoio do PSDB, PSB e PSOL.A única voz dissidente a esta candidatura foi a do senadorAécio Neves(PSDB-MG), que pediu a renúncia de Calheiros após as denúncias. No entanto, a bancada do PSDB evita confrontar o candidato devido ao seu favoritismo.

Relembre as denúncias feitas ao senador:

  • Para evitar sua cassação, Renan deixou o cargo de presidente do Senado em 2007 através de um acordo político. Ele era acusado de receber ajuda financeira de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar a pensão de R$ 12 mil de sua ex-amante, com quem teve uma filha;
  • A Procuradoria Geral de República pediu ao Supremo Tribunal Federal a instauração de um inquérito, a fim de se investigar supostas irregularidades na abertura de uma estrada, dentro de uma reserva ambiental, por uma de suas empresas – a Agropecuária Alagoas;
  • Também se averígua a possibilidade de uso ilegal do dinheiro do Senado para o aluguel de um escritório na capital de Alagoas, Maceió;
  • A Procuradoria Geral da República denunciou o senador, na semana passada, por supostamente ter apresentado notas frias para justificar seu patrimônio.

Esquecendo-se desses “detalhes”, Renan Calheiros sentou-se confortavelmente na cadeira de presidente do Senado e fez um discurso inflamado, exaltando a liberdade de imprensa e afirmando que irá lutar pela democracia, pela transparência e pela modernização.Este será o presidente do Senado pelos próximos dois anos.

Leia também:

Escolha sua rádio