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Dossiê Caso Sikkema: Ex-marido teria encomendado a morte do americano

Salomão Rodrigues 12/02/2024 10:23

Após um inquérito, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a Justiça a prisão preventiva de Daniel Sikkema o ex-marido de Brent Sikkema que foi assassinado no Rio de Janeiro, por Alejandro Triana Prevez. Pedido este acatado pela juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, no último sábado, 10.

 

Vida Profissional

Brent Sikkema, de 75 anos, era galerista de arte, nascido nos Estados Unidos onde era sócio da Sikkema Jenkins & Co, uma famosa galeria de arte contemporânea localizada em Chelsea, bairro nobre de Nova York.

Muito reconhecido por seu trabalho e envolvimento com questões sociais, Sikkema tinha particular carinho pelo Brasil, país no qual vinha para as festas de final de ano e para o carnaval.

 

Vida Pessoal
Brent Sikkema passava por um processo de separação de Daniel Garcia Carrera, ex-marido cubano com quem teve um filho, hoje de 14 anos, gerado por meio de 'barriga de aluguel, embora, biologicamente seja filho de Daniel.

Daniel é quem tem a guarda da criança e também uma medida protetiva na justiça americana que impedia Brent de ver o filho.

Por desrespeitar essa ordem, inclusive, Brent chegou a passar uma noite preso em Nova York (EUA).

O ex-marido queria uma pensão de 6 milhões de dólares (equivalente aproximado de R$30 milhões) pa desfazer o matrimônio e liberar as visitas para que Brent visse o filho.

 

O Crime
O corpo de Brent Fay Sikkema foi encontrado no dia 15 de janeiro em sua casa no Jardim Botânico, bairro nobre do Rio de Janeiro, com 18 perfurações.

Três dias depois, a polícia chegou até o cubando Alejandro Triana Prevez, que foi preso em um posto de gasolina na BR-050, entre as cidades de Uberlândia e Uberaba.

As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio de Janeiro, indicam que o assassino, viajou de São Paulo até o Rio de Janeiro em um carro emprestado.

Lá, manteve tocaia por 14 horas, conforme registrado em câmeras de segurança, depois invadiu a residência do galerista utilizando uma cópia da chave enviada por correi por Daniel, o ex-marido da vítima e permaneceu no imóvel por 14 minutos.

Após cometer o assassinato com dezoito facadas, Alejandro começou uma fuga digna de cinema, retornando para São Paulo e depois fugindo para o interior com intenção de fugir do Brasil por via terrestre até que foi detido no triângulo mineiro com uma quantia de 30 mil dólares roubados da casa da vítima.

Na casa de Alejandro a Polícia Civil encontrou um livro escrito por ele, falava sobre reflexões amorosas, contando momentos de luxúria e com o título de “Reflexões cinzentas do amor”.

A polícia também apreendeu um boné, duas mochilas, dois sapatos e um tênis que, segundo as investigações, se trata do mesmo utilizado pelo assassino na noite do crime.

A perícia feita no carro que Alejandro usou para viajar ao Rio, que era emprestado de uma amiga que o acolheu quando ele chegou ao Brasil, mostrou a presença de sangue

Em um depoimento que durou mais de cinco horas ao delegado Alexandre Herdy, responsável pelo caso, Alejandro, que, em um primeiro momento, negava o crime, assumiu ter sido o autor do assassinato e apontou Daniel Sikkema como o mandante do crime.

Segundo ele, Daniel teria lhe prometido a quantia de R$ 200 mil dólares (o equivalente a pouco mais de R$ 1 milhão) para que ele matasse Brent.

Ainda conforme o assassino, o motivo do crime seria o incômodo do ex-marido com o valor da pensão paga por Brent, por seu suposto hábito de gastar dinheiro com drogas, festas, garotos de programa e também por um suposto novo amor com outro homem pelo qual estava apaixonado.

A advogada e amiga de Brent, Simone Nunes, afirmou que ele se dizia apaixonado e que parou de usar drogas.

Foi ela quem encontrou o corpo e, em depoimento, disse também que o assassino roubou R$ 180 mil, que o galerista usaria para mobiliar um apartamento recém comprado no Leblon, além de joias.

Além disso, há dois anos, Brent havia tirado o nome do ex-marido de seu testamento.

Após o crime, o ex-marido postou em suas redes sociais lamentando a morte de Brent.

Daniel, Brent e Alejandro se conheceram quando este prestou serviço de segurança ao casal durante a pandemia de Covid-19 em Cuba.

Daniel Garcia Carrera, que mora nos Estados Unidos, já era considerado suspeito desde o início, agora foi indiciado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como mandante do crime.

Com isso, o Ministério Público do Rio pediu a Justiça para que fosse emitida uma ordem de prisão preventiva contra ele.

O pedido foi acatado, as autoridades americanas serão notificadas e conduzirão o caso através da Justiça americana. Além disso, Daniel foi adicionado à lista de procurados da Interpol.

 

 Foto: Reprodução/Redes Sociais


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