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Bebê de seis meses é vacinado com frasco inteiro da Pfizer

Redação Pop Mundi 27/01/2022 14:49

Uma bebê de seis meses foi parar no hospital depois de receber o conteúdo de um frasco inteiro da vacina da Pfizer contra a Covid-19 ao invés da pentavalente, em Altinópolis (SP).

Segundo a mãe, que prefere não se identificar, a menina foi levada ao posto de saúde no dia 17 de janeiro, para receber a vacina que previne doenças como coqueluche, meningite, tétano e hepatite.

Na hora de ser imunizada, a criança tomou a dose contra a Covid e também a quantidade equivalente a seis doses.

“Quando a gente estava indo embora, ela [técnica de enfermagem] me chamou e disse que tinha aplicado uma vacina errada nela. Na hora que ela foi jogar o frasco fora, ela viu que era o frasco da Pfizer conta a Covid e que tinha aplicado nela [bebê]. Ela me disse que ela tomou o frasco inteiro, o frasco equivale a seis doses da vacina da Pfizer, então nem foi uma dose só”, disse a mãe, que é profissional de saúde.

Segundo a mãe, na mesma hora, a técnica entrou em contato com a Vigilância Sanitária e acionou uma médica do posto de saúde para examinar a bebê.

Em seguida, a criança foi levada ao Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto, onde permaneceu por três dias em observação.

“Eu levei muito susto, porque passam mil coisas na cabeça da gente. A gente já desceu imediatamente com ela para o hospital. No hospital, os médicos avaliaram a frequência cardíaca, respiração, temperatura.”

“Inchou a perninha no dia da vacina. Ela apresentou febre e dor. Os exames de sangue deram alteração. Os médicos diziam que tinha a ver com a coagulação do sangue, que era o que eles estavam mais com medo.”

A menina recebeu alta no dia 21 e continua sendo acompanhada em casa por equipes de saúde de Altinópolis.

Nesta quinta-feira (27), ela deve passar por nova consulta no HC de Ribeirão Preto. De acordo com a mãe, ela não apresentou nenhuma alteração.

Apesar da situação, a mãe elogiou a conduta da técnica de enfermagem por ter comunicado o erro imediatamente à família e às autoridades.

“Ela poderia ter ficado quieta, mas ela foi profissional e, graças a Deus, a gente pode fazer o acompanhamento para a menina. Não deveria acontecer erros, infelizmente aconteceu, mas eu não a julgo. Poderia ser eu a profissional da enfermagem a cometer o mesmo erro. Não deveria acontecer, mas eu sou grata a ela por ela ter nos falado, ter me dito, porque ela poderia ter omitido.”

Foto: Arquivo pessoal


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