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Queimadas podem causar de pneumonia a insuficiência respiratória

Rocioli 09/09/2021 19:16

A combinação de baixa umidade relativa do ar, altas temperaturas e a fumaça proveniente de queimadas registradas em inúmeras cidades da região, tornam a qualidade do ar que respiramos extremamente prejudicial à saúde.

Nesta quinta-feira (9) a chuva até apareceu em Franca, mas de maneira tímida. Há 100 dias não chovia na cidade. Segundo o Instituto de Meteorologia Clima Tempo nos próximos 15 dias não há previsão de precipitação no município.

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a qualidade do ar das cidades na região está oscilando de "moderado" para “muito ruim”, devido aos focos de queimadas registradas em Batatais, Sales Oliveira, Nuporanga, Pirassununga, Patrocínio Paulista e Restinga. 

A situação não é muito diferente no sul de Minas Gerais, como foi registrado em Delta, São Sebastião do Paraíso e Uberaba.

Os mais afetados por esses efeitos danosos das queimadas são as crianças e idosos. Os sintomas mais frequentes decorrentes na inalação de fumaça de queimadas são:  tosse seca, falta de ar, dificuldade para respirar, dor e ardência na garganta, rouquidão, dor de cabeça, lacrimejamento e vermelhidão nos olhos. O contato com a fumaça também pode causar alergias, pneumonia, insuficiência respiratória e problemas cardiovasculares.

"Estamos respirando um ar de baixíssima qualidade, poluído, denso, com muita sequidão e devemos tomar água o dia inteiro, deixar uma ventilação maior em empresas e casas", disse o chefe da Vigilância Epimideológica de Franca, doutor Homero Antônio Rosa Júnior. Ele também orientou a não se expor a fumaça. "Quanto mais longe ficar de um incêndio, melhor. Até porque uma rajada de vento pode mudar todo o curso de um incêndio. isso é extremamente perigoso e pode ser até letal", completou. 

Qualidade do ar

O ar precisa ser hidratado e umidificado para chegar nas nossas vias aéreas, pulmões e assim ocorrer as trocas gasosas e receber uma melhor oxigenação. "Se o tempo já está seco, as nossas vias aéreas ficam ressecadas. E isso prejudica as trocas gasosas. Com as queimadas, a gente está inalando os poluentes, o que é mais prejudicial ao sistema respiratório", disse a pneumologista Maísa Moscardini.  

Esses poluentes, como o MP10, possuem uma partícula que é oito vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo, e fica muito tempo na atmosfera e acabam deteriorando a qualidade do ar. "E podem causar danos permanentes ao nosso sistema respiratório, aumenta a insidência de bronquite, bronquiolite, infecções virais, asma, doenças crônicas podendo aumentar o risco até de câncer de pulmão", completou a pneumologista.   

Os incêndios de grandes proporções registrados em diversas cidades da região preocupam. "Essa situação crítica que estamos passando pode haver risco de intoxicação pela fumaça. Neste caso, os primeiros sintomas seriam uma dor de cabeça forte, desidratação, dificuldade de respirar e até confusão, sendo necessário procurar o pronto-atendimento", explicou doutora Maísa.  

Nove em cada dez pessoas respiram ar contaminado no mundo de acordo com o mais recente relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), publicado em 2018. A agência da ONU estima que sete milhões de pessoas morram anualmente em decorrência da má qualidade do ar. E no Brasil? O mesmo levantamento fala em 50 mil mortes por ano, mas alguns pesquisadores acreditam que o número pode ser ainda maior.

De acordo com o estudo de Alves et al, “as partículas das queimadas ao entrarem nos pulmões aumentam a inflamação, o estresse oxidativo e provocam danos genéticos nas células de pulmão humano. O dano no DNA é tão grave que provoca incapacidade de sobrevivência ou a perda do controle da célula causando uma reprodução desordenada evoluindo para câncer de pulmão”.

 

Queimadas foram registradas na região

 

O ar precisa ser hidratado e umidificado para chegar nas nossas vias aéreas, pulmões e assim ocorrer as trocas gasosas e receber uma melhor oxigenação. "Se o tempo já está seco, as nossas vias aéreas ficam ressecadas. E isso prejudica as trocas gasosas. Com as queimadas, a gente estará inalando os poluentes, o que será mais prejudicial ao sistema respiratório", disse a pneumologista Maísa Moscardini.  

Esses poluentes, como o MP10, possuem uma partícula que é oito vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo, e fica muito tempo na atmosfera e acabam deteriorando a qualidade do ar. "E podem causar danos permanentes ao nosso sistema respiratório, aumenta a insidência de bronquite, bronquiolite, infecções virais, asma, doenças crônicas podendo aumentar o risco até de câncer de pulmão", completou a pneumologista.   

Os incêndios de grandes proporções registrados em diversas cidades da região preocupam. "Essa situação crítica que estamos passando pode haver risco de intoxicação pela fumaça. Neste caso, os primeiros sintomas seriam uma dor de cabeça forte, desidratação, dificuldade de respirar e até confusão, sendo necessário procurar o pronto-atendimento", explicou doutora Maísa.  

Nove em cada dez pessoas respiram ar contaminado no mundo de acordo com o mais recente relatório da OMS, publicado em 2018. A agência da ONU estima que sete milhões de pessoas morram anualmente em decorrência da má qualidade do ar. E no Brasil? O mesmo levantamento fala em 50 mil mortes por ano, mas alguns pesquisadores acreditam que o número pode ser ainda maior.

Como melhorar a qualidade do ar?

asal; evitar sair ao ar livre nos horários mais críticos, como das 12h às 15h; além de deixar recipientes com bacias de água nos ambientes dentro de casa. "O umidificador pode ser usado, mas no máximo por 2 horas", explicou a pneumologista Maísa Moscardini 


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