O Programa Mais Médicos encerrou o primeiro mês de seleção com 4.657 médicos cadastrados até meia-noite do último domingo, dia 28, prazo final para entrega de documentos e correções na inscrição. Desse total, 3.891 possuem registro profissional válido no Brasil e 766 têm diplomas do exterior. "A disposição destes médicos em participar do programa e atender nos municípios do interior e na periferia das grandes cidades é fundamental para conseguirmos melhorar o atendimento prestado à população", avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Apesar da possibilidade de correção de inconsistências e apresentação de documentos ao longo deste fim de semana, 7.278 médicos mantêm registros de CRM (Conselho Regional de Medicina) inválidos. Na última sexta-feira, este grupo chegava a 8.307. Outro dado que chamou a atenção do Ministério da Saúde foi o baixo número de médicos residentes que confirmou seu interesse em ir ao Mais Médicos. Dos 1.270 profissionais deste perfil que haviam se inscrito, apenas 31 confirmaram interesse, ao entregar todos os documentos solicitados e declarar que desistiriam de participar das especializações que estão cursando.
Estas inconsistências foram identificadas por filtros estabelecidos pelo Ministério da Saúde após denúncias de que haveria tentativas de boicote ao programa. "Estes mecanismos protegeram os médicos que de fato tinham interesse em atender a população e em se especializar em Atenção Básica, com acompanhamento de uma universidade federal", diz Padilha.
Acionada pelo Ministério da Saúde há três semanas, a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar denúncias que circularam nas redes sociais para postergar o início do trabalho dos participantes do Mais Médicos.
Os médicos inscritos com documentos pendentes e com informações inconsistentes terão oportunidade de fazer as correções e concluir seu cadastro na próxima seleção do programa, que será aberta no dia 15 de agosto, inclusive com a possibilidade de entrada de novos profissionais.