Lei Seca ajuda a reduzir mortes, mas desafio de combater álcool ao volante continua

Estudo mostra queda nos óbitos relacionados à combinação de bebida e direção, mas acende alerta para a alta registrada nos últimos anos
19/06/2026 às 10h58
 - Atualizado há 1 mês
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O número de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas caiu no Brasil entre 2010 e 2024, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira, 19, Dia Nacional da Lei Seca, pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). Apesar da redução ao longo dos últimos anos, o estudo aponta que os casos voltaram a crescer após a pandemia, mostrando que o problema ainda exige atenção de autoridades e da população.

De acordo com os pesquisadores, a Lei Seca continua sendo uma das principais ferramentas para salvar vidas e reduzir acidentes. No entanto, especialistas avaliam que a fiscalização enfrenta novos desafios, como o uso de aplicativos para avisar sobre operações policiais e a falsa sensação de impunidade entre motoristas que insistem em dirigir após consumir álcool. Os dados também mostram que os homens jovens seguem sendo as principais vítimas desse tipo de ocorrência.

Para os especialistas, o combate ao problema passa não apenas pela fiscalização, mas também por campanhas mais eficientes de conscientização e pela oferta de alternativas seguras de transporte, principalmente durante a noite e nos fins de semana, períodos em que ocorre a maior parte das infrações. A recomendação continua sendo a mesma: se beber, não dirija. A combinação entre álcool e volante ainda está entre as principais causas de acidentes graves e mortes nas estradas brasileiras.

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