
Nova variante da gripe acende sinal de risco e pode pressionar hospitais no inverno

A Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um alerta para o Hemisfério Sul diante do avanço da variante K do vírus Influenza H3N2, que deve predominar no inverno. No Brasil, a circulação já é intensa e representa mais de 70% das amostras analisadas até o fim de março, segundo o Ministério da Saúde. A preocupação é que a transmissão mais prolongada aumente o número de casos e pressione os hospitais nos próximos meses.
Apesar de não ser considerada mais grave do que outras variantes, a nova cepa preocupa pelo potencial de espalhamento. O cenário se torna ainda mais delicado com a circulação simultânea do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas. Dados da Fundação Oswaldo Cruz indicam que 24 estados brasileiros já estão em nível de alerta ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Diante desse quadro, autoridades de saúde reforçam que a vacinação contra a gripe é a principal forma de prevenção. As doses estão disponíveis na rede pública para grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. Além disso, medidas simples, como higienizar as mãos com frequência e usar máscara ao apresentar sintomas gripais, ajudam a reduzir a transmissão e evitar complicações.
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