
Neymar e Robinho Jr. dizem que briga no Santos foi superada, mas clima ainda gera desgaste

Dois dias após uma briga no centro de treinamento do Santos Futebol Clube ganhar repercussão dentro e fora dos gramados, Neymar e Robinho Júnior afirmaram que o desentendimento entre eles está resolvido. A tentativa de encerrar a crise aconteceu na noite de terça-feira (5), no Paraguai, durante o empate do Santos por 1 a 1 contra o Deportivo Recoleta, pela Copa Sul-Americana.
Autor do gol santista, Neymar comemorou abraçado ao jovem atacante de 18 anos, gesto interpretado como uma demonstração pública de reconciliação após o episódio ocorrido no CT Rei Pelé.
Apesar do discurso pacificador, as declarações após a partida mostraram que o episódio ainda deixou marcas. Robinho Jr. confirmou o incômodo com a agressão sofrida durante o treino. “Ele viu na hora que tinha passado da medida. Pediu desculpas diversas vezes, e eu já falei que as desculpas estão aceitas”, afirmou o jogador.
Neymar também reconheceu que perdeu o controle durante a atividade, mas demonstrou desconforto com a repercussão pública do caso. “São coisas do futebol, era para ter ficado entre nós. Houve desentendimento no treino, tive uma reação, acabei me excedendo um pouco”, declarou o camisa 10.
Segundo relatos divulgados pela imprensa e não contestados pelos envolvidos, Neymar teria se irritado após um drible aplicado pelo jovem durante o treinamento realizado no último domingo (3). A notificação extrajudicial enviada posteriormente ao clube mencionava “xingamentos”, “rasteira” e um “tapa violento no rosto”.
O caso ganhou ainda mais repercussão pelo vínculo pessoal entre os atletas. Filho do ex-jogador Robinho, Robinho Jr. sempre tratou Neymar como ídolo e figura próxima da família. O próprio jovem revelou ter ficado abalado emocionalmente com o episódio. “Foi uma situação que me deixou chateado por ele ser meu ídolo desde a infância. É um cara que amo muito”, disse.
Em meio à crise, familiares e empresários de Robinho Jr. chegaram a encaminhar notificação extrajudicial ao Santos pedindo sindicância interna, acesso às imagens do treino e apontando falta de segurança no ambiente de trabalho. Posteriormente, o atleta afirmou que não pretende seguir com a ação. “Foi um momento de raiva. Não era para ter saído na mídia essa revolta toda”, declarou.
Dentro de campo, o empate contra o modesto Deportivo Recoleta agravou a situação do Santos na Copa Sul-Americana. A equipe segue sem vitórias e ocupa a última colocação do Grupo D, aumentando a pressão sobre o elenco e especialmente sobre Neymar, que tenta recuperar espaço e voltar ao radar da seleção brasileira para a próxima Copa do Mundo.
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