Papa critica indiferença global e faz apelo por paz e diálogo entre nações

Durante celebração de Páscoa no Vaticano, Papa Leão XIV condena apatia diante da violência e pede união para superar conflitos
05/04/2026 às 12h36
 - Atualizado há 4 meses
Papa

Em sua primeira missa de Páscoa como líder da Igreja Católica, o Papa Leão XIV fez um forte apelo contra a indiferença diante da violência e convocou líderes mundiais a priorizarem o diálogo como caminho para a paz. A celebração aconteceu neste domingo (5), na Praça São Pedro, no Vaticano, e reuniu cerca de 50 mil fiéis.

Durante a homilia, o pontífice criticou o que classificou como uma crescente insensibilidade global frente ao sofrimento humano. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes”, afirmou, ao destacar o impacto dos conflitos armados em diferentes partes do mundo.

O papa direcionou sua mensagem especialmente às lideranças internacionais, pedindo o fim das guerras e o abandono das armas. “Quem tem armas nas mãos, que as deponha. Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz”, declarou. Segundo ele, a verdadeira paz não pode ser imposta pela força, mas construída por meio do diálogo e da cooperação entre povos e nações.

Ao reforçar sua crítica, Papa Leão XIV retomou o conceito de “globalização da indiferença”, expressão associada ao Papa Francisco, para destacar o distanciamento coletivo diante das consequências humanas, sociais e econômicas dos conflitos.

Inspirando-se nos ensinamentos de Cristo, o pontífice defendeu relações baseadas no respeito e no bem comum como forma de romper ciclos de ódio. Para ele, a cooperação entre indivíduos e nações é essencial para construir uma paz duradoura.

Ao final da celebração, o papa lembrou o significado da Páscoa para os cristãos — a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas e do amor sobre o ódio — e reforçou a necessidade de enfrentar o mal sem indiferença. “Não podemos continuar indiferentes. Não podemos nos resignar”, disse.

Encerrando sua mensagem, ele convocou os fiéis a se unirem em um apelo coletivo: “Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”, concluiu.

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