
Justiça manda prender novamente grupo acusado de esquema milionário em Franca

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que 15 réus voltem à prisão por envolvimento em um esquema de agiotagem que movimentou milhões de reais em Franca. A decisão foi publicada nesta terça-feira, 7, após recurso do Ministério Público, que contestou a liberdade provisória concedida em dezembro de 2025 pela 3ª Vara Criminal. Segundo o Tribunal, os acusados representam risco à ordem pública e podem interferir no andamento das investigações, o que motivou a expedição imediata dos mandados de prisão.
De acordo com o Ministério Público, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções e estrutura hierárquica. Os investigados emprestavam dinheiro a juros abusivos e utilizavam ameaças, intimidações e até violência para cobrar as dívidas. Provas reunidas durante a Operação Castelo de Areia, conduzida pelo Gaeco, incluem interceptações telefônicas, registros bancários e documentos que indicam a prática contínua dos crimes. Um dos envolvidos, Antônio Henrique Pimenta Mathias, está foragido após ser citado em um caso de agressão durante uma cobrança.
A Justiça já havia imposto medidas cautelares aos réus, como comparecimento periódico, proibição de contato entre eles e restrição de saída da comarca, mas o Tribunal entendeu que as condições não eram suficientes para garantir a segurança do processo. A investigação aponta que, mesmo após ações anteriores, integrantes continuaram atuando e demonstraram, em conversas, que não temiam punições. O processo segue sob segredo de justiça, e os acusados devem permanecer presos enquanto a ação penal continua em análise.
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