Cesta básica sobe em todas as capitais e pressiona orçamento das famílias em março

Alta foi puxada por alimentos como feijão, carne e tomate; São Paulo lidera ranking da cesta mais cara do país
08/04/2026 às 14h29
 - Atualizado há 4 meses
Inflação

O custo da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal no mês de março, acendendo um alerta para o impacto no orçamento das famílias. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab.

A maior alta foi registrada em Manaus, com aumento de 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

No acumulado de 2026, todas as capitais também registram elevação nos preços, com variações que vão de 0,77% em São Luís até 10,93% em Aracaju.

Entre os principais responsáveis pela alta está o feijão, que encareceu em todas as regiões do país. A elevação foi influenciada pela redução da oferta, causada por dificuldades na colheita. O produto apresentou variações expressivas, especialmente em capitais como Belém, onde o aumento chegou a mais de 20%.

Outros itens essenciais também contribuíram para o avanço dos preços, como tomate, carne bovina de primeira e leite integral, pressionando ainda mais o custo da alimentação básica.

A cesta mais cara do país foi registrada em São Paulo, com valor médio de R$ 883,94. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35).

Já os menores custos médios foram verificados em capitais do Norte e Nordeste, como Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Com base no valor da cesta mais cara, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família brasileira deveria ser de R$ 7.425,99, cerca de 4,58 vezes o mínimo atual, hoje fixado em R$ 1.621,00.

O cenário reforça a pressão inflacionária sobre itens essenciais e evidencia os desafios enfrentados pelas famílias para manter o padrão básico de consumo no país.

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