Agro brasileiro bate recorde histórico e supera US$ 38 bilhões em exportações no trimestre

Setor garante superávit de US$ 33 bilhões e responde por quase metade das vendas externas do país, mesmo com queda nos preços das commodities
16/04/2026 às 15h37
 - Atualizado há 3 meses
Navio agro

O agronegócio brasileiro começou 2026 em alta e registrou o melhor primeiro trimestre da história. Entre janeiro e março, o setor exportou US$ 38,1 bilhões, com superávit de US$ 33 bilhões, consolidando-se como principal motor da balança comercial do país.

O resultado representa crescimento de 0,9% nas exportações em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as importações caíram 3,3%, somando US$ 5 bilhões. Apenas em março, o agro movimentou US$ 15,4 bilhões, sendo responsável por 48,8% de todas as exportações brasileiras no mês.

O desempenho é impulsionado, principalmente, pela expansão de mercados internacionais. Somente neste início de ano, o Brasil abriu 30 novos destinos para produtos do agro, ampliando o alcance global da produção nacional. Apesar disso, o setor enfrentou queda de 2,8% no preço médio das commodities, como soja, milho e açúcar, o que limitou um crescimento ainda maior em valor.

A China segue como principal parceira comercial, absorvendo quase 30% das exportações do agro brasileiro, com US$ 11,3 bilhões no trimestre. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência, embora este último tenha registrado forte queda nas compras.

Entre os destaques, o complexo soja lidera com US$ 12,1 bilhões exportados, seguido pelas proteínas animais, que somaram US$ 8,1 bilhões. O período também foi marcado por recordes históricos nas exportações de carne bovina e suína, tanto em valor quanto em volume, além do avanço de produtos como arroz, feijão, algodão e itens menos tradicionais, como chocolate, cerveja e ração animal.

Segundo o Ministério da Agricultura, o resultado reflete a competitividade e a capacidade do Brasil em atender às demandas internacionais, aliadas à estratégia de abertura de mercados e diversificação da pauta exportadora.

Mesmo diante de oscilações nos preços globais, o setor mantém ritmo forte e segue como peça-chave para a economia brasileira, com impacto direto na geração de divisas e no equilíbrio das contas externas.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio