
Adolescente esfaqueia o próprio pai para salvar mãe de agressões

Um homem de 44 anos foi esfaqueado pelo próprio filho, de 16 anos , nesta quinta-feira, 23, em um sítio na zona rural de Patrocínio Paulista. Segundo a Polícia Militar, o adolescente atacou o pai com golpes de faca após presenciar o homem agredindo a mãe, de 35 anos. O Samu foi acionado para socorrer a vítima, que foi encontrada caída e com muito sangramento. O homem foi levado à Santa Casa da cidade e depois transferido para Franca, onde permanece em estado grave.
De acordo com o relato da mulher, o marido chegou em casa embriagado e iniciou uma sequência de agressões físicas. Ela contou que foi atingida com tapas, sofreu cortes no rosto, boca e ouvido, além de ter sido enforcada. Em um dos momentos mais críticos, afirmou que foi trancada no banheiro e continuou sendo agredida. Ao conseguir escapar, as agressões seguiram dentro da casa, enquanto o filho pedia repetidamente para que o pai parasse.
Sem conseguir conter a violência, o adolescente foi até a cozinha, pegou uma faca e atacou o pai pelas costas. Ao todo, foram nove golpes. O homem caiu no chão e permaneceu ferido até a chegada do socorro. A mulher, que apresentava hematomas e sangramento, afirmou que o filho agiu para defendê-la.
A vítima relatou ainda um histórico de quase duas décadas de relacionamento marcado por agressões e ameaças. Segundo ela, o comportamento do companheiro era possessivo e violento, com episódios constantes de ciúmes e intimidação. A mulher afirmou que nunca conseguiu deixar o relacionamento por medo, já que era frequentemente ameaçada de morte, assim como o filho. Ela também denunciou que o adolescente já havia sido alvo de agressões do pai em outras ocasiões.
Mesmo ferido, o homem teria continuado a fazer ameaças contra a família. O adolescente foi apreendido e encaminhado para as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A perícia esteve no local e o caso segue sob investigação. A mulher informou que pretende deixar a casa com o filho assim que possível e solicitar medida protetiva, na tentativa de finalmente viver longe da violência.
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