SUS amplia uso de antibiótico para prevenir sífilis e clamídia

Nova medida do Ministério da Saúde inclui medicamento em protocolo preventivo para reduzir avanço de infecções sexualmente transmissíveis
16/03/2026 às 09h46
 - Atualizado há 4 meses
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Foto: Agencia BR

O Ministério da Saúde autorizou a ampliação do uso de um antibiótico no Sistema Único de Saúde para prevenir sífilis e clamídia em pessoas que tiveram contato com as bactérias causadoras dessas infecções. A decisão foi oficializada recentemente após aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e publicação no Diário Oficial da União. A medida permite que o medicamento seja utilizado como profilaxia pós-exposição, estratégia adotada para reduzir o risco de desenvolvimento das doenças após uma possível exposição.

Com a nova diretriz, o antibiótico de 100 miligramas passa a integrar o protocolo preventivo da rede pública de saúde. A proposta é ampliar as ferramentas de combate às infecções sexualmente transmissíveis e reduzir o número de novos casos registrados no país.

A sífilis e a clamídia são infecções bacterianas tratáveis, mas que podem provocar complicações importantes quando não diagnosticadas ou tratadas de forma adequada. A transmissão ocorre principalmente durante relações sexuais sem o uso de preservativo, além de poder acontecer da gestante para o bebê durante a gestação ou no parto.

No caso da sífilis, os primeiros sinais costumam aparecer em forma de feridas indolores na região genital, mas a doença pode evoluir e atingir outros órgãos do corpo se não houver tratamento. Já a clamídia é considerada uma das infecções bacterianas mais comuns no mundo e pode afetar órgãos genitais, garganta e olhos de homens e mulheres sexualmente ativos.

Um dos principais desafios no controle da clamídia é que, em muitos casos, a infecção não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a transmissão sem que a pessoa saiba que está infectada.

O Ministério da Saúde reforça que o uso do antibiótico como medida preventiva deve ocorrer apenas com orientação médica e dentro dos protocolos definidos pelo sistema de saúde, garantindo a eficácia do tratamento e evitando o uso inadequado do medicamento.

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