
Reajuste abaixo do esperado gera tensão e servidores vão decidir próximos passos

A proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Uberaba aos servidores municipais abriu um novo capítulo nas negociações entre o Executivo e a categoria. O índice de 5,4%, apresentado nesta segunda-feira (16), foi considerado insuficiente pelos sindicatos, que agora levam a decisão para assembleia.
O percentual proposto ficou abaixo dos 12% reivindicados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba, que alega perdas acumuladas nos últimos anos, especialmente pela ausência de reajuste em 2025. A pauta da categoria também inclui aumento no tíquete-alimentação, concessão de abono natalino e avanços no Plano de Carreira.
Durante a rodada de negociação, a prefeita Elisa Araújo destacou que o índice foi definido com base na realidade financeira do município. “É a proposta possível neste momento, com responsabilidade fiscal e transparência”, afirmou.
Além do reajuste linear, a administração anunciou avanços no Plano de Carreira, com impacto direto para mais de 600 servidores. Segundo a prefeitura, 11 carreiras específicas poderão ter reajustes de até 25%, sendo 10% aplicados ainda este ano e os outros 15% distribuídos ao longo dos próximos três anos.
A mesma proposta de 5,4% também foi apresentada ao Sindicato dos Educadores Municipais de Uberaba e ao Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviço de Esgoto de Uberaba, ampliando o debate entre diferentes categorias do funcionalismo.
Do lado dos trabalhadores, a reação foi de insatisfação. O presidente do SSPMU, Luís Carlos dos Santos, afirmou que o índice não atende às necessidades da categoria. “Os servidores enfrentaram perdas importantes. Vamos lutar até o último momento por um reajuste mais justo”, disse.
A proposta será discutida em Assembleia Geral convocada pelo sindicato para esta quarta-feira (18), quando os servidores irão deliberar sobre a aceitação ou rejeição do índice e possíveis mobilizações.
Durante as negociações, a Secretaria de Fazenda apresentou projeções que indicam impacto na arrecadação futura, especialmente diante das mudanças previstas com a reforma tributária, fator que, segundo a gestão, limita a margem para reajustes mais elevados.
A proposta atual representa um avanço em relação à oferta inicial de 3,9%, mas ainda está distante do esperado pela categoria. O desfecho da negociação agora depende da decisão coletiva dos servidores, que devem definir os próximos passos do movimento.
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