Professores avaliam entrar em greve mesmo após anúncio de reajuste do governo

Em Uberaba, assembleia do Sind-UTE/MG decide nesta quarta-feira (4) sobre adesão ao movimento estadual da educação em Minas Gerais.
03/03/2026 às 16h20
 - Atualizado há 5 meses
Greve

Mesmo após o anúncio de reajuste linear de 5,4% para o funcionalismo público mineiro feito pelo governador Romeu Zema, professores da rede estadual mantêm a mobilização e vão decidir nesta quarta-feira (4) se aderem à greve por tempo indeterminado aprovada em nível estadual.

A assembleia está marcada para as 17h30, na sede regional do Sind-UTE/MG, e deve definir os próximos passos do movimento na região. A paralisação foi aprovada na semana passada, em reunião realizada em Belo Horizonte, com indicativo de início a partir de 4 de março.

Reivindicação de 41,83% de recomposição

A principal pauta da categoria é a recomposição salarial de 41,83%, percentual que, segundo o sindicato, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. Os profissionais também reivindicam a aplicação integral do piso nacional do magistério para 2026, fixado pelo Ministério da Educação em R$ 5.130,63.

De acordo com a coordenadora regional do sindicato, Maria Aparecida Oliveira, a assembleia local é soberana. “A greve já foi notificada ao governo e começa agora. Mas aqui vamos nos reunir para apresentar a realidade da Educação nesses anos e decidir coletivamente como será nossa participação”, afirmou.

Ela destaca que houve períodos sem reajuste e que o piso não teria sido aplicado corretamente ao longo dos últimos anos. “As perdas foram se acumulando e chegaram a 41,83%. Nossa demanda é essa recomposição, além do índice deste ano”, declarou.

Impacto regional e próximos passos

A regional do sindicato reúne mais de 40 escolas estaduais, além de unidades em municípios vizinhos. Caso a greve seja confirmada, será formado um comando local para dialogar com diretores, professores e demais trabalhadores da educação. A adesão será levantada escola por escola, com divulgação posterior do percentual de participação.

Além da pauta salarial, a categoria cobra a incorporação da gratificação de diretores para fins de aposentadoria e relata dificuldades no atendimento pelo Ipsemg.

O projeto de reajuste anunciado pelo governo ainda precisa ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais para tramitação e votação.

A decisão desta quarta-feira deve indicar se as escolas estaduais da região acompanharão o movimento estadual ou adotarão uma estratégia própria de mobilização.

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