Papa pede paz após ataques no Oriente Médio e fala de tragédia em MG

Pontífice apelou às partes envolvidas para que assumam responsabilidade moral e busquem o diálogo
01/03/2026 às 12h41
 - Atualizado há 5 meses
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Foto: Reprodução

O Papa Leão XIV pediu, neste domingo, 01, o fim da escalada de violência no Oriente Médio após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado, 08. Em declaração pública, o pontífice apelou às partes envolvidas para que assumam responsabilidade moral e busquem o diálogo, alertando para o risco de uma tragédia de grandes proporções caso o conflito avance.

Em mensagem direta, Leão XIV reforçou a preocupação com o cenário de guerra e defendeu a retomada das negociações diplomáticas. “Diante da possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, faço um apelo para que se ponha fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, declarou. O Papa destacou ainda que a estabilidade não pode ser construída com ameaças ou armas, mas com diálogo verdadeiro e responsável.

Os bombardeios no Irã deixaram centenas de mortos e feridos. Entre as vítimas confirmadas estão autoridades de alto escalão, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.

Na noite de sábado, 28, a mídia oficial iraniana também confirmou a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo há 36 anos. A informação aumentou ainda mais a tensão internacional e provocou reações em diversos países.

Além do conflito no exterior, o Papa também voltou o olhar para o Brasil. Em publicação na rede social X, Leão XIV manifestou solidariedade às vítimas das fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira. Ele afirmou estar próximo das famílias afetadas e das equipes que atuam nas operações de resgate.

Segundo o balanço mais recente da Polícia Civil de Minas Gerais, o número de mortos chegou a 72. A maioria das vítimas foi registrada em Juiz de Fora, com 65 confirmações. Em Ubá, são sete mortes e uma pessoa ainda segue desaparecida.

As autoridades continuam monitorando a situação tanto no cenário internacional quanto nas áreas atingidas pelas enchentes, enquanto cresce a expectativa por novas atualizações sobre os desdobramentos do conflito e das chuvas.

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