Operação da Polícia Federal prende suspeitos de organizar imigração ilegal de brasileiros

Operação cumpriu mandados de prisão e busca contra grupo investigado por organizar travessias clandestinas via México
06/03/2026 às 07h51
 - Atualizado há 5 meses
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Foto: Agencia BR

A Polícia Federal prendeu seis pessoas nesta quinta-feira, 05, durante a segunda fase da “Operação Borderless”, que investiga um grupo suspeito de promover a imigração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos por meio do México. A ação ocorreu nas cidades de Goiânia e Hidrolândia, em Goiás, onde também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Segundo os investigadores, os suspeitos organizavam e intermediavam viagens clandestinas, cobrando valores para facilitar a travessia irregular de migrantes.

Durante a operação, os agentes apreenderam veículos de luxo e determinaram o bloqueio de bens e contas bancárias ligadas aos investigados. De acordo com a Polícia Federal, todos os alvos dos mandados foram presos. As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada, com pessoas responsáveis por captar interessados na viagem, movimentar dinheiro e organizar a logística da travessia até a fronteira dos Estados Unidos.

A apuração começou em 2021, após o desaparecimento de um casal, morador de Ribeirão Preto, durante uma tentativa de travessia marítima entre o México e os Estados Unidos. Os dois teriam contratado um “coiote”, como são chamados os intermediários que conduzem migrantes de forma ilegal. O caso revelou a existência de uma rede organizada que recrutava brasileiros interessados em entrar clandestinamente no país norte-americano.

Segundo a Polícia Federal, já foram comprovadas pelo menos 142 ações de envio ilegal de brasileiros ao exterior ligadas ao grupo investigado. Os suspeitos podem responder por associação criminosa e promoção de migração ilegal, crimes que somam penas de até oito anos de prisão. A primeira fase da Operação Borderless ocorreu em setembro de 2023, quando também foram cumpridos mandados em outros estados e identificados integrantes que atuavam como “laranjas” e na lavagem de dinheiro no Brasil.

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