Operação contra facção criminosa prende suspeitos e mira esquema milionário em SP e MG

Ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público prendeu suspeitos e revelou esquema de tráfico, lavagem de dinheiro e disputa entre facções
12/03/2026 às 10h24
 - Atualizado há 4 meses
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Foto: Agencia BR

Cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira, dia 11, durante a Operação Linea Rubra, que investiga a atuação da facção criminosa Comando Vermelho no interior paulista. A ação foi realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Delegacia de Investigações Gerais da Polícia Civil de Rio Claro, com apoio da Secretaria da Fazenda do Estado. O objetivo foi desarticular a estrutura logística, financeira e operacional do grupo, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e homicídios. A operação aconteceu simultaneamente em cidades de São Paulo e Minas Gerais.

Ao todo, a Justiça expediu 19 mandados de prisão preventiva. Cinco deles foram cumpridos durante a operação desta quarta-feira, 11, enquanto outras seis pessoas já estavam presas por envolvimento no caso e os demais alvos seguem foragidos. Além das prisões, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades dos dois estados.

Durante a ação, também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens ligados aos investigados. As autoridades decretaram o bloqueio de cerca de 33,6 milhões de reais em contas bancárias, além do sequestro de 12 imóveis e 103 veículos que, segundo as investigações, estariam ligados às atividades da organização criminosa.

As investigações começaram há cerca de oito meses após a polícia identificar semelhanças em homicídios registrados na região de Rio Claro, indicando disputas entre facções criminosas. Segundo o Ministério Público, houve um aumento da violência ligado a conflitos territoriais entre o Primeiro Comando da Capital e um grupo que passou a atuar em aliança com o Comando Vermelho.

De acordo com os investigadores, a organização utilizava veículos com compartimentos ocultos para transportar drogas e armas, além de empresas de fachada e contas em nome de terceiros para movimentar dinheiro ilícito. Em um período inferior a um mês, a movimentação financeira identificada ultrapassou 1,19 milhão de reais.
Novas fases da operação não estão descartadas.

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