Mulheres vítimas de violência encontram proteção e nova chance de recomeço na região

Rede de apoio e cursos profissionalizantes ajudam vítimas a romper o ciclo de agressões e reconstruir a própria vida
28/03/2026 às 11h33
 - Atualizado há 4 meses
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Foto: Divulgação | Agencia SP

Duas mulheres que sofreram violência doméstica conseguiram romper o ciclo de agressões e recomeçar a vida após receberem acolhimento em abrigos na região de Ribeirão Preto. As vítimas, identificadas como J., de 35 anos, e L., de 48, foram protegidas após deixarem relacionamentos abusivos e passaram a contar com apoio psicológico, assistência social e oportunidades de qualificação profissional por meio de um curso de corte e costura oferecido pelo programa Caminho da Capacitação, do Governo de São Paulo.

Os abrigos fazem parte da rede de proteção do programa SP Por Todas, iniciativa estadual que reúne ações voltadas à segurança, acolhimento e autonomia financeira de mulheres vítimas de violência. Os locais têm endereço confidencial e recebem mulheres e filhos menores de 18 anos que estejam sob ameaça ou risco de morte. Nos espaços, as vítimas recebem alimentação, atendimento de saúde, acompanhamento psicológico e orientação para retomarem a vida longe dos agressores.

Uma das mulheres acolhidas, J., conta que viveu anos de controle e violência psicológica durante o casamento. Segundo ela, o companheiro impedia que trabalhasse, restringia contatos e até dificultava o acesso a tratamento para depressão. A situação chegou ao limite após a primeira agressão física. “Entendi que precisava dar um basta”, relembra. No abrigo, ela recebeu tratamento psicológico e participou do curso de corte e costura. “Esse curso vai mudar minha vida. Agora eu penso em seguir em frente”, afirmou.

História semelhante viveu L., que suportou oito anos de um relacionamento abusivo marcado por agressões e dependência química. Após um episódio de violência grave, ela conseguiu fugir e buscar ajuda. Encaminhada ao abrigo por serviços de assistência social, recebeu tratamento de saúde e também participou da capacitação profissional. Atualmente, sonha em retomar o contato com a família e reconstruir a vida. Entre 2023 e 2025, o número de abrigos para mulheres em situação de risco no estado cresceu quase 60%, chegando a 46 unidades com capacidade para atender até 1.300 pessoas. Mulheres vítimas de violência podem buscar ajuda pelo telefone 190 em emergências, pelo Disque 180 ou em delegacias especializadas.

Fonte: Agencia SP

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