Ícone da dramaturgia brasileira se despede após décadas de carreira nos palcos e na TV

Em São Paulo, Juca de Oliveira morre aos 91 anos após internação; artista marcou gerações no teatro e na televisão
23/03/2026 às 14h52
 - Atualizado há 4 meses
Juca

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada de sábado (21), em São Paulo. A informação foi confirmada pela família.

O artista estava internado desde o dia 13 de março na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de uma pneumonia associada a uma condição cardiológica. Em nota, familiares destacaram que o estado de saúde era delicado e agradeceram as manifestações de carinho recebidas.

Trajetória marcada por talento e resistência

Nascido em São Roque (SP), em 1935, José Juca de Oliveira Santos iniciou sua carreira artística na década de 1950, após abandonar o curso de Direito na Universidade de São Paulo para estudar teatro. Ele integrou importantes grupos como o Teatro Brasileiro de Comédia e participou da consolidação do Teatro de Arena nos anos 1960.

Durante o período da ditadura militar, foi perseguido e chegou a se exilar na Bolívia, mantendo sua atuação artística mesmo diante das adversidades.

Presença marcante na televisão

Na TV, construiu uma carreira sólida, com participação em mais de 30 novelas e minisséries. Estreou em 1964, na TV Tupi, e passou a integrar o elenco da TV Globo em 1973.

Entre seus trabalhos mais lembrados estão produções como Fera Ferida, Torre de Babel e a novela O Clone, na qual interpretou o marcante Dr. Albieri. Seu último papel na televisão foi em O Outro Lado do Paraíso, exibida em 2018.

Legado nos palcos e no cinema

Além da televisão, Juca de Oliveira atuou em mais de dez filmes e cerca de 60 peças teatrais, muitas delas também assinadas por ele como autor. Nos últimos anos, dedicava-se principalmente ao teatro e à administração de uma fazenda.

O velório foi realizado no sábado, na região central da capital paulista, em cerimônia restrita a amigos e familiares.

Com uma carreira que atravessou gerações, o artista deixa um legado importante para a dramaturgia brasileira, marcado por talento, compromisso com a arte e forte presença nos palcos e nas telas.

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