Estudantes criam aplicativo que simula delivery para ajudar vítimas de violência a pedir socorro

Projeto desenvolvido em escola pública usa tecnologia para permitir denúncias discretas de violência doméstica
09/03/2026 às 10h08
 - Atualizado há 4 meses
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Foto: Reprodução Governo de SP

Alunas da Escola Estadual Nestor Gomes de Araújo, em Dumont, na Unidade Regional de Ensino de Sertãozinho, desenvolveram um aplicativo que pode ajudar mulheres vítimas de violência doméstica a pedir socorro de forma discreta. A ferramenta simula um aplicativo de delivery de comida e permite que a denúncia seja feita como se fosse um pedido de lanche ou pizza. O projeto foi criado durante atividades escolares e ainda está em fase de desenvolvimento, com a proposta de futuramente integrar o sistema aos canais de emergência da polícia.

A iniciativa surgiu a partir de um desafio lançado pela própria escola, que incentivou os alunos a criarem um site ou aplicativo com uso de inteligência artificial voltado a beneficiar a comunidade. Durante as discussões, as estudantes decidiram pensar em uma solução para um problema grave e recorrente no país: a violência doméstica, que muitas vezes impede a vítima de pedir ajuda quando o agressor está por perto ou controla o acesso ao celular.

Com apoio de professores, as alunas desenvolveram em cerca de um mês e meio um protótipo de site e aplicativo. A plataforma funciona como um cardápio virtual de delivery. Ao selecionar determinados itens, o sistema pode encaminhar um alerta para os serviços de emergência, permitindo que o pedido de ajuda seja feito de maneira silenciosa e sem levantar suspeitas.

O projeto foi inscrito em uma competição nacional de tecnologia voltada a estudantes e ainda deve passar por melhorias antes de entrar em funcionamento. A ideia é ampliar as funcionalidades e permitir que, no futuro, qualquer mulher possa baixar o aplicativo no celular e usar a ferramenta como uma alternativa segura para pedir ajuda em situações de violência doméstica.

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