
Estudantes criam aplicativo que simula delivery para ajudar vítimas de violência a pedir socorro

Alunas da Escola Estadual Nestor Gomes de Araújo, em Dumont, na Unidade Regional de Ensino de Sertãozinho, desenvolveram um aplicativo que pode ajudar mulheres vítimas de violência doméstica a pedir socorro de forma discreta. A ferramenta simula um aplicativo de delivery de comida e permite que a denúncia seja feita como se fosse um pedido de lanche ou pizza. O projeto foi criado durante atividades escolares e ainda está em fase de desenvolvimento, com a proposta de futuramente integrar o sistema aos canais de emergência da polícia.
A iniciativa surgiu a partir de um desafio lançado pela própria escola, que incentivou os alunos a criarem um site ou aplicativo com uso de inteligência artificial voltado a beneficiar a comunidade. Durante as discussões, as estudantes decidiram pensar em uma solução para um problema grave e recorrente no país: a violência doméstica, que muitas vezes impede a vítima de pedir ajuda quando o agressor está por perto ou controla o acesso ao celular.
Com apoio de professores, as alunas desenvolveram em cerca de um mês e meio um protótipo de site e aplicativo. A plataforma funciona como um cardápio virtual de delivery. Ao selecionar determinados itens, o sistema pode encaminhar um alerta para os serviços de emergência, permitindo que o pedido de ajuda seja feito de maneira silenciosa e sem levantar suspeitas.
O projeto foi inscrito em uma competição nacional de tecnologia voltada a estudantes e ainda deve passar por melhorias antes de entrar em funcionamento. A ideia é ampliar as funcionalidades e permitir que, no futuro, qualquer mulher possa baixar o aplicativo no celular e usar a ferramenta como uma alternativa segura para pedir ajuda em situações de violência doméstica.
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