
Banco Central pode iniciar corte da Selic após dois anos mesmo com pressão externa

O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira, 18, em Brasília, para decidir a taxa básica de juros, a Selic. Mesmo com a pressão nos combustíveis causada pelo conflito no Oriente Médio, a expectativa do mercado é de que o colegiado faça o primeiro corte em dois anos, reduzindo a taxa, hoje em 15% ao ano, para estimular a economia.
A Selic está no maior nível desde 2006 e vinha de uma sequência de altas entre 2024 e 2025, permanecendo estável nas últimas reuniões. A previsão é de um corte mais moderado, de 0,25 ponto percentual, diante das incertezas no cenário internacional, especialmente com a alta do petróleo, que pode impactar diretamente a inflação.
A prévia da inflação subiu 0,7% em fevereiro, puxada principalmente pelos custos de educação, mas o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%. Ainda assim, a projeção para 2026 subiu para 4,1%, influenciada pelo cenário externo, permanecendo dentro do limite da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.
A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação: juros mais altos reduzem o consumo, enquanto cortes tendem a estimular crédito e crescimento. A decisão do Copom será anunciada no início da noite desta quarta-feira, 18, e deve sinalizar os próximos passos da economia diante de um cenário ainda instável.
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