
Quase metade dos brasileiros começa o ano com o nome negativado

Quase metade dos consumidores adultos do país encerrou janeiro com o nome negativado. É o que revela o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, divulgado pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Ao todo, 73,3 milhões de brasileiros estavam com pelo menos uma conta em atraso no primeiro mês de 2026, o equivalente a 43,88% da população adulta.
Na prática, isso significa que cerca de 44 em cada 100 consumidores começaram o ano devendo. O número é o maior já registrado para janeiro e representa alta de 9,4% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação mensal, entre dezembro e janeiro, o avanço foi de 0,85%.
O Sudeste também chama atenção. Estados como Minas Gerais e São Paulo apresentaram crescimento expressivo no número de inadimplentes na comparação anual, com alta de 8,89%, ficando na segunda colocação entre as regiões com maior avanço no índice.
De acordo com a CNDL, o aumento no total de devedores foi impulsionado, principalmente, por dívidas antigas, com atraso entre quatro e cinco anos, que hoje representam 34,3% do total, praticamente um terço das pendências registradas. Para o presidente da entidade, José César da Costa, o cenário mostra que muitos consumidores enfrentam uma dificuldade estrutural para reorganizar a vida financeira, e não apenas um aperto momentâneo.
O levantamento também revela forte concentração entre adultos jovens. A faixa etária de 30 a 39 anos soma 17,87 milhões de negativados, o que significa que cerca de 52% das pessoas nesse grupo estão com o nome restrito. O setor financeiro lidera entre os principais tipos de dívida.
Outro dado que preocupa é o valor médio devido: cada consumidor negativado devia, em janeiro, R$ 4.898,02 na soma de todas as contas em atraso. Um retrato que reforça o desafio de milhões de brasileiros que iniciam 2026 tentando equilibrar o orçamento e sair da lista de inadimplentes.
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