Popularidade das canetas emagrecedoras preocupa autoridades de saúde

Agência aponta aumento de efeitos adversos e reforça que medicamentos só devem ser usados com prescrição e acompanhamento médico
10/02/2026 às 09h31
 - Atualizado há 5 meses
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Foto: Reprodução AGENCIA BR

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso inadequado de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. Segundo a agência, o aumento de notificações de efeitos adversos no Brasil e no exterior acendeu um sinal de atenção para o uso dessas substâncias fora das indicações previstas em bula.

O alerta envolve medicamentos agonistas do receptor GLP-1, como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Em nota, a Anvisa reforçou que esses remédios devem ser utilizados exclusivamente com prescrição médica e acompanhamento profissional.

O principal risco apontado é o de eventos adversos graves, como a pancreatite aguda, que pode evoluir para quadros severos e até fatais. Dados da própria Anvisa mostram que, entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos no país, além de seis casos com suspeita de óbito.

Apesar do alerta, a agência esclarece que não houve mudança na relação entre risco e benefício dos medicamentos. Quando utilizados corretamente, os benefícios terapêuticos continuam superando os possíveis efeitos adversos.

Desde junho de 2025, farmácias e drogarias são obrigadas a reter a receita desses medicamentos. A prescrição passou a ser feita em duas vias, com validade de até 90 dias, em um modelo semelhante ao adotado para antibióticos.

A Anvisa orienta que pacientes procurem atendimento médico imediato ao apresentar dor abdominal intensa e persistente, náuseas ou vômitos, sinais que podem indicar pancreatite. Profissionais de saúde devem interromper o tratamento diante da suspeita. A agência também reforça a importância da notificação de reações adversas no sistema VigiMed, essencial para o monitoramento da segurança desses medicamentos, que estão há pouco mais de cinco anos no mercado brasileiro.

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