Mpox acende alerta no país e concentra maioria dos casos em São Paulo

Maioria dos casos é considerada leve, mas autoridades reforçam medidas de prevenção
27/02/2026 às 09h07
 - Atualizado há 5 meses
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Foto: Agencia BR

O Brasil confirmou 88 casos de Mpox em 2026, segundo o Ministério da Saúde. São Paulo concentra a maioria das ocorrências, com 62 registros desde janeiro, enquanto Minas Gerais contabiliza cinco confirmações. Até o momento, não há mortes registradas neste ano. A maior parte dos quadros é considerada leve ou moderada, mas as autoridades mantêm o alerta para evitar o avanço da doença.

Os números reforçam a vigilância após 2025 ter fechado com 1.079 casos e dois óbitos no país. O histórico recente mantém estados e municípios em monitoramento constante.

Em São Paulo, há diferença entre os dados federais e estaduais. O Ministério da Saúde aponta 62 casos, mas a Secretaria Estadual da Saúde confirma 50. A capital paulista lidera as notificações, seguida por municípios do interior (Ribeirão Preto, Araraquara entre outros) e da região metropolitana. No mesmo período do ano passado, os dois primeiros meses somaram 126 registros no estado.

Já em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde informou nesta quinta-feira, 26, que cinco casos foram confirmados em 2026. Todos os pacientes evoluíram para cura e não houve mortes.

A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e se transmite principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O contágio também pode ocorrer em contato próximo e prolongado, inclusive em relações íntimas, beijos ou pelo compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama.

O sintoma mais comum é a erupção na pele, com bolhas ou feridas que podem durar de duas a quatro semanas. Febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e inchaço dos gânglios também estão entre os sinais mais frequentes. O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21.

Ao notar sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar exame laboratorial, única forma de confirmação. Pessoas com suspeita ou diagnóstico positivo devem permanecer em isolamento e evitar compartilhar objetos pessoais até o fim do período de transmissão.

Não há medicamento específico para a Mpox. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações. Embora a maioria dos pacientes se recupere espontaneamente, recém-nascidos, crianças e pessoas com baixa imunidade têm maior risco de desenvolver quadros graves.

As autoridades reforçam que medidas simples, como higienizar as mãos com frequência e evitar contato direto com pessoas infectadas, são essenciais para conter a circulação do vírus.

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