
Menina de 3 anos vítima de tortura ficou seis dias no IML antes do sepultamento

O corpo de Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, foi sepultado nesta segunda-feira, 23, em Itapetininga, após permanecer seis dias no Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto aguardando o reconhecimento de familiares. A menina morreu por asfixia mecânica provocada por estrangulamento. A Polícia Civil localizou a mãe e a avó depois de diligências e, com isso, o corpo foi liberado para velório e enterro.
Segundo a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), as duas (mãe e avó) só souberam oficialmente da morte quando foram encontradas pelos investigadores. Com apoio da Prefeitura de Itapetininga, elas viajaram até Ribeirão Preto para o reconhecimento. O traslado foi feito na sequência e o sepultamento aconteceu horas depois.
O caso é tratado como homicídio. A companheira do avô confessou ter esganado a criança, conforme informações da polícia. Ela e o avô, José dos Santos, estão presos preventivamente e respondem por tortura e homicídio triplamente qualificado.
Novas informações acrescentam outros pontos à investigação. De acordo com a delegada responsável, a avó não assumiu a guarda da neta anteriormente por dificuldades financeiras. No entanto, mais tarde procurou o Conselho Tutelar de Itapetininga para tentar reaver a guarda. Documentos teriam sido enviados ao Conselho Tutelar de Ribeirão Preto, mas, segundo relato, não houve retorno.
Diante disso, o Ministério Público instaurou inquérito para apurar possível omissão do poder público em Ribeirão Preto. O Conselho Tutelar da cidade informou que não havia recebido denúncia formal e, por esse motivo, não acompanhava o caso. Já o Conselho Tutelar de Itapetininga afirmou que comunicou as condições da família às autoridades responsáveis.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e reunindo documentos para esclarecer todas as causas da morte e eventuais responsabilidades. O caso continua sob investigação.
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