Idosos lideram avanço da prática esportiva e impulsionam novo retrato da saúde no estado

Levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados aponta que, em São Paulo, 52% das pessoas com mais de 60 anos praticam atividades físicas em 2025.
17/02/2026 às 13h53
 - Atualizado há 7 meses
Idosos
Houve um avanço no número de pessoas com mais de 60 anos que praticam alguma atividade física — Foto: Divulgação Agência SP

Mais da metade da população paulista pratica alguma atividade física em 2025. O dado representa um salto significativo em relação a 2019, quando apenas 39% declaravam manter uma rotina de exercícios. O crescimento é puxado, principalmente, pelo público acima dos 60 anos, faixa etária que hoje registra 52% de praticantes.

O levantamento, realizado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), revela uma mudança de comportamento importante entre os idosos. Em 2019, apenas três em cada dez praticavam algum esporte. Seis anos depois, o cenário é outro: a maioria incorporou o exercício à rotina, refletindo maior conscientização sobre autocuidado, qualidade de vida e manutenção da autonomia.

Hábito consolidado

A pesquisa ouviu moradores de todas as regiões do estado, por meio de entrevistas remotas realizadas em setembro de 2025. Em comparação com estudos de 2019, 2023 e 2024, os dados mostram que o hábito de se exercitar se tornou mais frequente entre os paulistas.

Segundo o levantamento, oito em cada dez praticantes realizam atividades físicas duas ou mais vezes por semana. Além disso, três em cada dez dedicam mais de uma hora por dia aos exercícios. O cenário indica que a regularidade deixou de ser exceção e passou a integrar a rotina de boa parte da população.

A adesão é maior entre homens e cresce conforme aumentam a escolaridade e a renda familiar, reforçando a relação entre acesso à informação, condições socioeconômicas e hábitos saudáveis.

Jovens na contramão

Se os idosos puxam a média para cima, os mais jovens caminham em sentido oposto. Entre pessoas de até 29 anos, houve queda de oito pontos percentuais no último ano: o índice de praticantes passou de 61% para 53%.

De acordo com o Seade, o recuo pode estar ligado à diminuição do engajamento em comportamentos saudáveis observados no período pós-pandemia, além da retomada das atividades presenciais de estudo e trabalho, que alterou a rotina dessa faixa etária.

O retrato de 2025 mostra, portanto, um estado mais ativo e com um envelhecimento cada vez mais associado ao movimento.

 

 

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