Empresário suspeito de sumiço de 21 mil sacas de café na região é preso

Investigado por prejuízo que pode chegar a R$ 132 milhões, ele foi localizado em Minas Gerais e deve passar por audiência de custódia
21/02/2026 às 11h44
 - Atualizado há 5 meses
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Foto: Arquivo | Divulgação

A Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira, 20, o empresário Elvis Vilhena Faleiros, de 40 anos, suspeito de envolvimento no desaparecimento de 21 mil sacas de café que estavam armazenadas em uma cooperativa. O caso teria causado prejuízo milionário a 179 produtores rurais da região de Ibiraci (MG). Ele estava foragido desde janeiro e foi localizado na cidade de Frutal (MG), quando tentava contato com familiares.

De acordo com a Polícia Civil de Ibiraci, responsável pela investigação, o empresário é alvo de inquérito por apropriação indébita, gestão temerária de cooperativa e associação criminosa. A Justiça havia decretado a prisão preventiva no início do ano.

Em nota, a defesa informou que a prisão ocorreu dentro da normalidade e que todas as decisões judiciais serão respeitadas. O empresário deve passar por audiência de custódia em Minas Gerais. Os advogados também afirmaram que acordos já foram firmados com produtores e cooperados da cooperativa que ele presidia e garantiram que ninguém ficará no prejuízo. Segundo a defesa, o rombo teria sido provocado por oscilações no mercado do café e há a intenção de ressarcir as vítimas, inclusive com a venda de propriedades.

As denúncias começaram a ganhar força em dezembro de 2025, quando ao menos 30 produtores procuraram a polícia após perceberem que as sacas armazenadas nos barracões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil) não estavam mais no local. A suspeita, segundo o delegado Estevam Ferreira, surgiu meses antes, em agosto, quando cafeicultores tentaram retirar parte da produção e não encontraram o produto.

O prejuízo estimado inicialmente em cerca de R$ 50 milhões pode chegar a R$ 132 milhões, somando perdas diretas dos produtores, dívidas com bancos e fornecedores. Entre as vítimas estão cafeicultores de cidades mineiras e também do interior paulista.

O caso segue em investigação.

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