Cooperativa propõe acordos individuais após sumiço de café e prejuízo milionário

Cocapil afirma que vai apresentar termos de confissão de dívida a produtores afetados pelo caso investigado em Ibiraci (MG)
01/02/2026 às 11h57
 - Atualizado há 6 meses

Em meio à investigação sobre o desaparecimento de milhares de sacas de café, a Cocapil (Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci) anunciou que passou a oferecer um plano de pagamento individual aos produtores e cooperados que tiveram grãos vinculados à entidade. A medida busca discutir a regularização de créditos após uma crise que pode gerar prejuízos estimados entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões.

Segundo nota divulgada pela cooperativa, os atendimentos estão sendo feitos de forma presencial e personalizada, no escritório Amendola Advocacia Empresarial, onde será apresentada uma proposta de Termo de Transação e Confissão de Dívida. Pelo instrumento jurídico, a Cocapil reconhece formalmente os valores devidos a cada credor e estabelece prazos e condições específicas, conforme a situação individual de cada produtor.

A cooperativa afirma que todo o processo conta com o acompanhamento de seus advogados e que a iniciativa tem como objetivo garantir transparência, segurança jurídica e esclarecimento detalhado sobre os termos propostos. Para participar, os interessados precisam realizar agendamento prévio pelo telefone ou WhatsApp (16) 98183-1222. Somente após esse contato será marcada a reunião para apresentação do termo e eventual assinatura.

Apesar do anúncio, a Cocapil não informou quantos produtores serão atendidos, nem o volume total de recursos que deverá ser pago, tampouco um cronograma global de quitação, ressaltando que os acordos serão firmados caso a caso. A cooperativa conta atualmente com 621 cooperados ativos.

A proposta surge em um momento delicado. A Cocapil é alvo de investigações sobre uma suposta fraude milionária, envolvendo o desaparecimento de mais de 20 mil sacas de café armazenadas em seus armazéns. Pelo menos 150 produtores rurais teriam sido afetados. O presidente da cooperativa, Elvis Vilhena Faleiros, tem mandado de prisão expedido e é considerado foragido.

Em nota anterior, a entidade destacou que o termo apresentado representa “apenas uma proposta de ajuste” e que, inicialmente, não há obrigação de assinatura, servindo para conhecimento e análise dos cooperados.

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