Campanha inédita termina com recorde no slalom e ouro no gigante

Brasil encerra participação em Milão-Cortina com melhor marca da história no esqui alpino masculino
16/02/2026 às 15h36
 - Atualizado há 5 meses
Olimpico

O Brasil fechou nesta segunda-feira (16) sua participação histórica no esqui alpino masculino dos Jogos de Inverno de Milão e Cortina, na Itália, com direito a medalha de ouro inédita e recorde nacional no slalom.

Após conquistar o ouro no slalom gigante no último sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen voltou às pistas como favorito a mais uma medalha. No entanto, o atleta se desequilibrou na primeira das duas descidas do slalom e acabou fora da disputa. A prova exige que os competidores enfrentem duas vezes um percurso com “portas” fincadas na neve, vencendo quem obtiver a menor soma dos tempos. “Eu e o Brasil não estávamos aqui só para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença”, declarou Lucas ao Comitê Olímpico do Brasil, reforçando o propósito de representar o país com diversidade e nova mentalidade no esporte de inverno.

O ouro no slalom ficou com o suíço Loic Meillard. A prata foi do austríaco Fabio Gstrein e o bronze do norueguês Henrik Kristoffersen.

Melhor resultado da história

Único brasileiro a completar as duas descidas, Giovanni Ongaro terminou na 27ª colocação, registrando a melhor marca do país na disciplina. Ele completou a prova com o tempo total de 2min06s87, superando o 39º lugar alcançado por Maya Harrison nos Jogos de Olimpiada de Inverno de Sochi 2014.

Já Christian Soevik, que também estreava em Jogos Olímpicos de Inverno, perdeu o equilíbrio na descida e não concluiu a prova.

O Brasil ainda terá representante no esqui alpino feminino. Nesta quarta-feira (18), a jovem Alice Padilha, de 18 anos, disputa o slalom.

Estreia no bobsled

Além do esqui, o país também iniciou participação no bobsled em Cortina d Ampezzo. A dupla formada por Edson Bindilatti e Luis Bacca ocupa a 24ª posição na prova do 2-men, com tempo total de 1min53s76 após duas descidas.

A liderança é dos alemães Johannes Lochner e Georg Fleischhauer. Para avançar à última bateria, os brasileiros precisam alcançar pelo menos o 20º lugar na terceira descida, marcada para esta terça-feira (17).

Apesar dos desafios finais, a delegação encerra o esqui alpino masculino com um marco histórico: uma medalha de ouro inédita e o melhor desempenho já registrado pelo Brasil no slalom olímpico.

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