Brasil negocia novos mercados agrícolas e mira salto bilionário nas exportações

Em Nova Délhi, ministros discutem ampliação do comércio entre Brasil e Índia, com meta de atingir US$ 20 bilhões até 2030.
20/02/2026 às 17h10
 - Atualizado há 5 meses
India brasil
Foto: Divulgação GOV

O Brasil deu mais um passo para ampliar sua presença no mercado asiático. Em reunião realizada nesta sexta-feira (20), em Nova Délhi, os ministros Carlos Fávaro e Paulo Teixeira discutiram com o ministro da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores da Índia, Shri Shivraj Singh Chouhan, a ampliação da cooperação agrícola e das relações comerciais entre os dois países.

O encontro integrou a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na capital indiana e abriu caminho para novos acordos no setor agropecuário.

Novos produtos na pauta

Entre os avanços discutidos está a abertura de mercado para novos produtos. O Brasil sinalizou que está pronto para importar romã e noz-macadâmia da Índia. Em contrapartida, busca ampliar a entrada do feijão-guandu no mercado indiano, além de expandir as oportunidades para carne de frango e erva-mate brasileiras.

Segundo Carlos Fávaro, o diálogo foi produtivo e pode resultar em medidas concretas para fortalecer o comércio bilateral.

Tecnologia e sustentabilidade

Além das negociações comerciais, os ministros trataram de cooperação em bioinsumos, mecanização agrícola e uso de inteligência artificial no campo. A proposta é compartilhar conhecimento e desenvolver soluções adaptadas às realidades tropicais, com foco em produtividade sustentável.

Paulo Teixeira destacou a complementaridade entre as duas potências agrícolas, especialmente em áreas como melhoramento genético e inovação tecnológica. Empresas brasileiras já atuam no mercado indiano, inclusive no setor de genética bovina, reforçando a integração entre os países.

Meta de crescimento

A aproximação ocorre em um momento de forte expansão das relações comerciais. Em 2025, o intercâmbio entre Brasil e Índia alcançou US$ 15 bilhões, alta de 25,5% em relação ao ano anterior. A meta estabelecida pelos dois governos é elevar esse volume para US$ 20 bilhões até 2030.

A agenda oficial também inclui discussões sobre transformação digital, segurança alimentar e cooperação tecnológica, pilares estratégicos da parceria entre as duas nações.

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