
30 anos após tragédia, corpos de banda serão exumados para homenagem inédita

Quase três décadas após o acidente aéreo que chocou o país, os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23/2). A decisão foi tomada em comum acordo pelas famílias, que optaram pela cremação e por uma homenagem simbólica: as cinzas serão transformadas em adubo para o plantio de cinco árvores.
O local escolhido para o tributo é o BioParque Cemitério, em Guarulhos, município onde os músicos moravam e iniciaram a trajetória artística.
Homenagem à altura do legado
A proposta busca transformar a memória da banda em um marco permanente e vivo. Cada árvore representará um dos integrantes, eternizando a história do grupo que marcou os anos 1990 com irreverência e carisma.
Fenômeno nacional, os Mamonas Assassinas conquistaram o público com letras bem-humoradas e performances escrachadas. Sucessos como “Brasília Amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos” dominaram rádios e programas de televisão em todo o país.
Lançado em junho de 1995, o primeiro e único álbum da banda, que levava o nome do grupo, vendeu 1,8 milhão de cópias em apenas oito meses. Ao todo, o disco acumula cerca de 3 milhões de unidades comercializadas, consolidando-se como um dos maiores êxitos da música brasileira.
Tragédia que marcou gerações
O acidente aéreo que vitimou os cinco integrantes interrompeu uma carreira meteórica no auge do sucesso e deixou uma legião de fãs. Mesmo após 30 anos, a memória do grupo segue viva na cultura popular brasileira.
Com a decisão das famílias, o adeus ganha um novo significado: da perda irreparável, nasce um gesto simbólico de renovação e permanência, agora enraizado na terra onde tudo começou.
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