Polícia Civil de SP soluciona quase um crime digital por dia no estado

Em 2025, unidade realizou 138 operações, cumpriu 632 mandados judiciais e efetuou 325 indiciamentos
19/01/2026 às 10h07
 - Atualizado há 6 meses
Foto: Agencia SP

Criada em 2020, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), já se consolidou como um dos mais importantes em um cenário marcado pelo crescimento de crimes praticados no ambiente digital. A unidade especializada fechou o ano de 2025 com 353 casos solucionados, o que representa uma média de quase uma ocorrência esclarecida por dia no estado.

De janeiro a dezembro, a DCCiber realizou 138 operações, cumpriu 632 mandados judiciais e efetuou 325 indiciamentos. No mesmo período, foram apreendidos 402 celulares e 727 outros dispositivos e materiais eletrônicos, fundamentais para a produção de provas e identificação dos autores.

Os resultados, segundo o delegado e divisionário da DCCiber, Paulo Barbosa, refletem a atuação integrada entre investigação policial e inteligência técnica. A unidade conta com o Centro de Inteligência Cibernética (CIC), formado por policiais com conhecimento técnico avançado na área da informática, conhecidos pelos demais integrantes da divisão como “hackers”.

Esse trabalho, que envolve o domínio de sistemas extremamente protegidos, resulta no rastreamento digital e na identificação de vínculos eletrônicos, contribuindo diretamente para o avanço das investigações.

Golpes digitais lideram ocorrências
Entre os principais crimes investigados pela DCCiber estão os golpes virtuais, que utilizam engenharia social e recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados. Falsos gerentes de banco, perfis fraudulentos de investimentos em redes sociais, clonagem de números de telefone e pedidos de dinheiro feitos por supostos familiares estão entre as práticas mais comuns.

De acordo com o delegado, o uso de tecnologias como Voz sobre Protocolo de Internet (VoIP), mascaramento de números e até inteligência artificial para simulação de vozes tem aumentado o poder de convencimento dos criminosos e dificultado a identificação dos golpes pelas vítimas.

Além disso, segundo Barbosa, apesar da percepção comum de que idosos seriam as principais vítimas, jovens entre 16 e 25 anos figuram entre os grupos mais atingidos, justamente por serem os mais ativos nas redes sociais e plataformas digitais.

Orientação e prevenção
A Polícia Civil reforça que bancos não solicitam dados, senhas ou procedimentos de segurança por links ou mensagens. A recomendação é sempre utilizar os aplicativos oficiais, desconfiar de promessas de ganhos fáceis e, em situações de dúvida, interromper a ação e confirmar a informação por outros meios, como uma ligação direta ao familiar ou à instituição

Fonte: Agencia SP

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