
Teatro brasileiro perde uma de suas vozes mais irreverentes

O teatro brasileiro se despede de uma de suas figuras mais emblemáticas. A atriz Teuda Bara morreu nesta quinta-feira (25), aos 84 anos, em Belo Horizonte (MG). Fundadora do Grupo Galpão, ela estava internada desde o dia 14 de dezembro no Hospital Madre Teresa e teve a morte causada por septicemia com falência múltipla dos órgãos.
Reconhecida como um ícone das artes cênicas, Teuda marcou gerações com um humor irreverente, presença cênica singular e interpretações que atravessaram décadas. Mesmo sem formação formal em teatro, construiu uma carreira sólida e respeitada, tornando-se referência no cenário cultural brasileiro.
Ao longo de sua trajetória, participou da maioria dos espetáculos do Grupo Galpão, companhia que ajudou a fundar e que se tornou uma das mais importantes do país. Seu trabalho ultrapassou fronteiras, com apresentações em palcos internacionais, além de atuações no cinema e na televisão.
Mesmo aos 84 anos, Teuda seguia em plena atividade artística. Nos últimos dias, estava em cartaz com o espetáculo “Doida”, apresentado no Sesc Palladium, reafirmando sua vitalidade e compromisso com a arte até os últimos momentos.
O velório da atriz foi realizado na manhã desta sexta-feira (26), no Palácio das Artes, no centro da capital mineira. Teuda Bara deixa um legado que segue vivo na memória do público, na história do teatro brasileiro e na formação de novas gerações de artistas.
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