Morre mulher atropelada na calçada por motorista que estaria bêbado e em alta velocidade

Marilda das Graças Ribeiro, de 51 anos, foi atingida por um carro desgovernado enquanto caminhava em Igarapava; família pede justiça e cobra punição do motorista
01/10/2025 às 09h20
 - Atualizado há 10 meses
Montagem mostra duas imagens. No fundo, um frame de câmera de segurança registra o momento do acidente em Igarapava: um carro desgovernado sobe na calçada e atinge uma mulher que caminhava, próximo à fachada de uma borracharia. O impacto aparece dentro de um círculo branco para destacar a cena. No canto inferior esquerdo, em destaque, há uma foto da vítima, Marilda das Graças Ribeiro, sorrindo, de cabelo preso e usando roupa escura.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que Marilda das Graças Ribeiro, de 51 anos, foi atropelada por um carro desgovernado em Igarapava — Foto: Reprodução

Foi enterrado na tarde desta terça-feira, 30, em Igarapava, o corpo de Marilda das Graças Ribeiro, de 51 anos. A dona de casa ficou 17 dias internada em estado grave na Santa Casa de Franca e não resistiu aos ferimentos causados por um atropelamento.

O acidente aconteceu no último dia 13 de setembro. Câmeras de segurança flagraram o carro em alta velocidade por um trecho onde a placa indicava limite de 30 km/h. Em seguida, as imagens mostram Marilda caminhando tranquilamente pela calçada, até ser atingida violentamente pelo veículo. Com o impacto, ela chegou a ser arremessada. O automóvel ainda bateu na fachada de uma borracharia e ficou completamente destruído.

O motorista foi identificado como Andrey Henrique Martins Tomazelli, de 33 anos, frentista. Segundo a Polícia Militar, ele apresentava sinais de embriaguez, mas recusou fazer o teste do bafômetro. Durante o atendimento, chegou a passar mal e foi levado ao hospital. Somente após receber alta, realizou exame de sangue na delegacia de Ituverava, onde também prestou depoimento. Ele acabou liberado em seguida.

A filha única da vítima, Priscila Silva, policial militar, afirma que a atitude do motorista foi uma forma de ganhar tempo para que os sinais de embriaguez desaparecessem. A família pede justiça.

A Polícia Civil instaurou inquérito por lesão corporal culposa na direção de veículo, mas agora, com a morte da vítima, o crime pode evoluir para homicídio. Os investigadores aguardam o resultado do exame de sangue do motorista.

A esperança da família é que o motorista seja responsabilizado.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio