Dentista condenado por matar auditor fiscal por ciúmes da mulher é preso novamente

Samir Panice Moussa deve cumprir pena de 12 anos em regime fechado após decisão da Justiça
02/10/2025 às 09h56
 - Atualizado há 10 meses
Tribunal de Justiça anula liberdade de Samir e dentista pode ser preso
O crime aconteceu em 12 de março de 2022. Adriano, de 52 anos, foi morto a tiros quando deixava um bar na Avenida Major Nicácio — Foto: Reprodução

O dentista Samir Panice Moussa foi preso na tarde desta quarta-feira, 1, em Franca, após a Justiça determinar o início imediato do cumprimento da pena de 12 anos de prisão em regime fechado. Ele havia sido condenado pelo assassinato do auditor fiscal Adriano William de Oliveira, ocorrido em março de 2022.

Samir se apresentou no Fórum da cidade, foi levado por uma viatura até a Central de Polícia Judiciária e, em seguida, encaminhado à Cadeia Pública do Jardim Guanabara. A expectativa é de que seja transferido ainda hoje para a Penitenciária de Franca.

Condenado inicialmente a 14 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, o dentista teve a pena reduzida para 12 anos por ter confessado o crime. Mesmo assim, conseguiu recorrer em liberdade. No entanto, uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça determinou que a execução da pena seja imediata após condenação pelo Júri, o que levou à revogação do habeas corpus que mantinha Samir fora da prisão.

O crime aconteceu em 12 de março de 2022. Adriano, de 52 anos, foi morto a tiros quando deixava um bar na Avenida Major Nicácio. Ele foi atingido no tórax e na cabeça dentro de sua caminhonete. A investigação apontou que a motivação do crime teria sido ciúmes, já que o auditor mantinha um relacionamento com a ex-mulher do dentista.

Agora, Samir Panice Moussa inicia o cumprimento da pena em regime fechado. A defesa dele informou que deve recorrer da decisão. A família de Adriano não se manifestou até o momento.

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