Julgamento de homem acusado de matar e enterrar ex-namorada começa em Igarapava

Um ano após o crime que chocou a região, Cléber Balduíno de Oliveira vai a júri popular pela morte de Maria de Fátima Batista
25/09/2025 às 09h28
 - Atualizado há 10 meses
Montagem com duas fotos. À esquerda, um homem de camisa cinza e boné escuro aparece sendo algemado por um policial dentro de um prédio. À direita, uma mulher de boné preto e óculos escuros na aba posa para foto ao lado de um homem sem camisa e usando chapéu branco, em ambiente externo com árvores ao fundo.
Cléber Balduíno de Oliveira, preso acusado de matar a ex-companheira Maria de Fátima, será julgado por feminicídio e ocultação de cadáver em Igarapava — Foto: Reprodução

Acontece nesta quinta-feira, 25, no Fórum de Igarapava, o julgamento de Cléber Balduíno de Oliveira, acusado de matar a ex-namorada, Maria de Fátima Batista, de 32 anos, e enterrar o corpo em uma área rural do município. O júri popular ocorre exatamente um ano após o crime que abalou a cidade e toda a região.

A expectativa da família da vítima é de que Cléber seja condenado à pena máxima, que pode chegar a 40 anos de prisão, pelo crime de feminicídio, além da ocultação de cadáver. Segundo as investigações, Maria foi morta por estrangulamento dentro da casa do acusado. Em seguida, ele colocou o corpo da vítima na carroceria da caminhonete e o enterrou às margens de uma estrada de terra.

O júri popular começou às 9 horas e deve se estender até o início da noite. Cléber permanece preso na Penitenciária de Franca e responderá pelo crime sentado no banco dos réus.

Maria de Fátima desapareceu em 26 de setembro do ano passado. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela entrou na casa do ex-companheiro, de onde não saiu mais. Horas depois, apenas Cléber foi visto deixando o local sozinho, dirigindo a caminhonete que, em seguida, apareceu nas imagens suja de terra. A investigação encontrou fios de cabelo no veículo e, dias depois, o acusado confessou o crime.

O relacionamento entre os dois durou cinco anos, marcado por ciúmes e episódios de violência. Apesar de ter terminado a relação três meses antes do crime, Maria ainda se encontrava com o ex-companheiro. O corpo dela foi encontrado 12 dias após o desaparecimento, após o próprio Cléber indicar o local.

O processo corre em segredo de Justiça e a defesa do acusado não se manifestou sobre o julgamento.

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