Casal é condenado por morte em bar, mas vai recorrer em liberdade

Júri popular condenou os dois réus por homicídio e tentativa de homicídio em Restinga; família da vítima contesta decisão
08/08/2025 às 08h46
 - Atualizado há 1 ano
Homem e mulher estão sentados lado a lado em uma sala de audiências. O homem veste camisa social azul clara e calça jeans; a mulher usa blusa branca com detalhes pretos e também parece estar de calça. Ambos têm expressões sérias e estão olhando para a frente, aparentando atenção ou apreensão. Ao fundo, outras pessoas estão sentadas, e há cadeiras vazias.
Réus Murilo Regatieri e Monique Souza durante julgamento no Fórum de Franca — Foto: Reprodução/Record TV

Foi realizado nesta quinta-feira, 7, no Fórum de Franca, o julgamento do casal acusado de envolvimento na morte de Claudinei Soares, de 42 anos, e na tentativa de homicídio contra o irmão dele, Valdinei Soares. O crime aconteceu em outubro de 2022, em um bar na cidade de Restinga, após uma discussão que terminou em tragédia.

Após cerca de seis horas de júri popular, Monique Souza, de 30 anos, foi condenada a 5 anos e 10 meses de prisão, em regime semiaberto. Murilo Regatieri, de 33, recebeu pena de 7 anos e 3 meses, em regime fechado. Como ambos já respondiam ao processo em liberdade, poderão recorrer da sentença sem serem presos.

O caso foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram Monique chegando ao bar com uma faca escondida. Ela atinge Valdinei com cadeiradas e, na sequência, o golpeia com a faca. Murilo aparece logo depois, com uma barra de ferro. Claudinei tenta apartar a briga e acaba atingido por um golpe no peito. Ele corre, mas não resiste aos ferimentos e morre a caminho do hospital. O irmão sobreviveu, mesmo gravemente ferido.

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Segundo as investigações, a confusão começou depois que Valdinei teria provocado verbalmente sua ex-companheira, que estava no bar. Monique teria reagido às provocações com violência. Murilo chegou ao local instantes depois, já armado.

Durante o julgamento, Valdinei prestou depoimento e disse que tudo foi premeditado. “Ela me deu cinco cadeiradas e depois me acertou com a faca. Aí ele veio com a barra de ferro. Meu irmão tentou me defender, tomou a barra, mas ela foi nele e acertou no pulmão. Foi premeditado. Não aceito dizerem que foi legítima defesa.”

O casal chegou a ficar foragido por alguns dias, mas conseguiu um habeas corpus e respondeu em liberdade. Com o fim do julgamento, a família das vítimas se diz frustrada com a decisão. “A sensação é de impunidade”, comentou um parente.

O crime completaria três anos em outubro deste ano.

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