Moradores denunciam incêndios recorrentes em terreno usado como “lixão” em Franca

Moradores denunciam abandono, descarte irregular de lixo e incêndios recorrentes em área sem muro; fumaça tóxica afeta vizinhança e moradores cobram providências das autoridades
24/07/2025 às 11h05
 - Atualizado há 1 ano
magem dividida em duas partes. À esquerda, um homem aparece ao lado de uma bicicleta, em frente a um terreno com caçambas de entulho e muito lixo espalhado pelo chão. Ele parece estar prestes a entrar no local. À direita, o mesmo terreno aparece em chamas durante a noite, com grandes focos de fogo e fumaça densa se espalhando pelo ar.
Homem é flagrado antes de incendiar terreno na zona norte de Franca; à noite, o local foi tomado pelas chamas — Foto: Reprodução

Pela segunda vez, câmeras de segurança flagraram um homem chegando de bicicleta, entrando em um terreno baldio e ateando fogo em lixo acumulado na Rua Lázaro Pelizaro, no bairro Paulo Archetti, em Franca (SP). O caso mais recente aconteceu na tarde desta quarta-feira, 23, e reacendeu a revolta dos moradores, que convivem com esse problema há anos.

Segundo relato do morador Alex Oliveira, a cena se repete anualmente, sempre após o acúmulo de lixo no local. “Todo ano é a mesma coisa. Junta-se o lixo e, coincidentemente, alguém aparece e coloca fogo. Dessa vez, de novo, foi um rapaz de bicicleta. A fumaça invadiu as casas e afetou uma gestante e uma senhora de idade que ficaram intoxicadas”, afirmou.

A situação, de acordo com os vizinhos, é favorecida pela falta de estrutura: o terreno não é murado, há caçambas abandonadas e o local virou ponto de descarte irregular de lixo doméstico. “Tem lixo orgânico, até de banheiro, e isso gera não só risco ambiental, mas também de segurança. Já vimos usuário de droga ali, casos de pessoas caindo das caçambas, e temos medo pelas nossas crianças”, desabafa Alex.

Ainda segundo ele, diversas denúncias já foram feitas à Prefeitura e à Secretaria de Meio Ambiente, com registros enviados ao canal oficial de fiscalização ambiental. No ano passado, o terreno chegou a ser alvo de autuação após mobilização dos moradores, mas o problema persiste.

Os vizinhos pedem que o proprietário seja responsabilizado e cobram uma solução definitiva, como o cercamento da área. “O terreno ao lado foi murado e nunca mais teve esse tipo de problema. É uma questão de responsabilidade e respeito com a comunidade”, concluiu Alex.

A reportagem aguarda posicionamento da Prefeitura e dos órgãos responsáveis.

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