Rodovia João Traficante, marcada por acidentes e queixas, recebe manutenção emergencial em Franca

Rodovia tem histórico de acidentes e ondulações perigosas; manutenção emergencial tenta recuperar trecho danificado
20/05/2025 às 08h53
 - Atualizado há 1 ano
Uma escavadeira amarela trabalha na remoção do asfalto danificado em um trecho da Rodovia João Traficante, próximo a uma área verde com árvores. Ao lado, um caminhão branco da Volkswagen está estacionado, provavelmente sendo usado para apoio na obra. O solo escavado revela uma camada profunda de terra avermelhada, indicando a retirada completa do asfalto deteriorado. O céu está limpo e há luz solar iluminando a cena.
Trecho da Rodovia João Traficante passa por escavação profunda para correção do asfalto ondulado e comprometido — Foto: Divulgação

A Rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG), começou a receber nesta semana serviços emergenciais de manutenção asfáltica. A via, palco frequente de acidentes e alvo constante de reclamações por parte de motoristas, finalmente entrou na rota de recuperação da EMDEF (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), após pressão da comunidade e aumento na incidência de ocorrências.

Conhecida por seu tráfego intenso e pela quantidade de trechos com pavimento irregular, a estrada apresenta trechos com os chamados “borrachudos”, deformações no asfalto que provocam ondulações e instabilidade na pista. Essas imperfeições não só tornam a condução mais perigosa como agravam o risco de acidentes, principalmente para veículos de carga e motociclistas.

O serviço de manutenção teve início com a limpeza do asfalto e a retirada das partes comprometidas. A área inicial atendida compreende 1.400 metros quadrados, com escavações de até 50 centímetros de profundidade, conforme o grau de comprometimento do solo. Após a remoção do pavimento deteriorado, é aplicada uma camada de pedra brita para dar sustentação à nova massa asfáltica.

A Secretaria de Infraestrutura informou que o objetivo é oferecer mais segurança e conforto aos motoristas que utilizam a rodovia, mas não há previsão de quando toda a extensão da via será contemplada. Ainda assim, moradores e motoristas seguem cobrando soluções mais amplas, incluindo sinalização adequada, acostamentos seguros e manutenção frequente.

“É um trecho perigoso, principalmente à noite e em dias de chuva. Já vi vários acidentes aqui. Só agora estão fazendo alguma coisa, mas precisa de muito mais”, disse Marcos Oliveira, caminhoneiro que utiliza a rodovia semanalmente.

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