Condenado a 4 anos de prisão homem acusado de matar sapateiro espancado em bar de Franca

Caio Hudson dos Reis foi levado direto para a cadeia após júri popular; vítima morreu seis dias após as agressões registradas por câmeras de segurança
16/05/2025 às 09h22
 - Atualizado há 1 ano
A imagem está dividida em duas partes. À esquerda, um homem de barba rala, vestindo moletom cinza e calça jeans, é escoltado por um policial militar fardado, que o segura pelo braço. Eles estão ao lado de uma viatura branca. À direita, uma cena registrada por câmera de segurança mostra três homens em uma calçada à noite. Um deles, com casaco claro da Adidas, está de costas. Outro, de moletom escuro, parece estar discutindo com ele, enquanto um terceiro observa. A imagem está em preto e branco, com sombras fortes no chão.
Réu condenado por espancar sapateiro em bar de Franca é preso após julgamento; à direita, momento da discussão captado por câmeras de segurança — Foto: Reprodução/Record Interior SP

Foi condenado a 4 anos e 4 meses de prisão em regime fechado Caio Hudson dos Reis, acusado de matar o sapateiro Júnior Guimarães Borges, espancado durante uma briga em um bar no bairro Parque das Esmeraldas, em Franca, em junho de 2022. O júri popular foi realizado nesta quinta-feira, 15, no Fórum da cidade.

O juiz responsável pelo caso determinou que Caio não poderá recorrer em liberdade e expediu imediatamente o mandado de prisão. A defesa do réu apresentou recurso de apelação, que será analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Além da pena de prisão, Caio foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais à família da vítima, no valor de cinco salários mínimos.

Em liberdade desde o dia do crime, ele foi algemado após o julgamento e levado diretamente para a cadeia. Familiares de Júnior acompanharam a sessão e afirmaram que “a justiça foi feita”.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de 18 de junho de 2022, no Parque das Esmeraldas, zona oeste de Franca. Júnior Guimarães Borges foi brutalmente espancado após uma discussão em um bar. Câmeras de segurança do local registraram parte das agressões.

Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima aparece nas imagens discutindo com dois homens. Um deles, identificado como Caio, desfere um soco no rosto de Júnior. Em outro ângulo, ele é visto segurando um pedaço de madeira.

Ferido, Júnior foi socorrido até a UPA da zona oeste e transferido para a Santa Casa, onde morreu seis dias depois.

Caio se apresentou à Polícia Civil dias após o crime, prestou depoimento e foi liberado. Ele respondia ao processo em liberdade por homicídio simples. À época, declarou que a briga foi motivada por um desentendimento familiar. Caio era cunhado da enteada de Júnior.

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