Caseiro que matou patrão após briga em sítio será julgado nesta quinta-feira

Crime ocorreu em dezembro de 2023; defesa alega legítima defesa, mas o Ministério Público pede condenação por homicídio qualificado
08/05/2025 às 08h39
 - Atualizado há 1 ano
Montagem com duas fotos lado a lado. À esquerda, uma imagem de Virgílio Januário, acusado de matar o patrão após uma briga. Ele aparece mais jovem, com expressão séria. À direita, uma foto de Eliandro Oliveira Medeiros, vítima do crime. Ele usa boné, camisa xadrez e olha diretamente para a câmera
Virgílio Januário (à esquerda) foi condenado pela morte de Eliandro Medeiros (à direita), ocorrida em um sítio na zona rural de São José da Bela Vista, em dezembro de 2023 — Foto: Arquivo Pessoal

Será julgado nesta quinta-feira, 8, no Tribunal do Júri de Franca, o caseiro acusado de matar o próprio patrão durante uma briga em um sítio na zona rural de São José da Bela Vista. O crime aconteceu em dezembro de 2023.

Virgílio Januário, de 52 anos, é réu por homicídio qualificado. Segundo o Ministério Público, ele teria matado Eliandro Oliveira Medeiros, de 48 anos, por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima. A acusação afirma que o disparo foi feito com uma espingarda, diretamente na cabeça do patrão.

A defesa, no entanto, sustenta que o caseiro agiu em legítima defesa. De acordo com os documentos apresentados à Justiça, Virgílio teria sido ameaçado e agredido diversas vezes por Eliandro, com quem trabalhava havia mais de 15 anos. No dia do crime, o patrão teria ido até a casa do funcionário com um pedaço de pau e danificado a porta. Com medo de ser atacado, o caseiro teria pegado a arma que, segundo ele, pertencia ao próprio Eliandro, e atirado.

Durante o inquérito, a filha da vítima relatou que o pai conheceu Virgílio quando ele ainda era morador de rua e lhe ofereceu emprego e moradia. Apesar disso, segundo ela, os dois tinham constantes desentendimentos, principalmente por causa do comportamento do caseiro, que bebia e deixava de cumprir as tarefas. A jovem também afirmou ter presenciado ameaças anteriores.

O julgamento está previsto para começar às 9h da manhã. Três testemunhas devem depor contra o acusado: a esposa da vítima, a filha e um policial militar. Virgílio, em interrogatório, disse estar arrependido.

Agora, cabe ao júri popular decidir se o caseiro agiu para se defender ou cometeu um assassinato.

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