
Ponte de Rifaina tem pilar comprometido e risco estrutural: impasse trava reforma

Nesta quarta-feira, 9, engenheiros dos Departamentos de Estradas de Rodagem (DER) de São Paulo e Minas Gerais realizaram uma inspeção na ponte sobre a Represa Jaguara, que liga os municípios de Rifaina–SP a Sacramento–MG e encontraram problemas estruturais graves em um dos pilares da estrutura.
A vistoria foi solicitada pelo Ministério Público (MP) e, durante o processo, a equipe técnica encontrou um buraco no pilar que expôs a estrutura de ferro. Segundo Luis Fernando Figueiredo Freire, do DER-MG, o concreto já apresenta sinais de segregação do concreto e precisa de tratamento urgente.
A ponte, por onde passa a Rodovia Cândido Portinari (SSP-334) possui quase um quilômetro de extensão e está em uma espécie de limbo jurídico desde 2018, quando a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi privatizada. Desde então, nenhuma entidade assumiu oficialmente a responsabilidade pela manutenção da estrutura. A Engie, que atualmente administra a Usina Hidrelétrica de Jaguara, também nega qualquer vínculo com a ponte.

Com o impasse, os DERs de ambos os estados afirmam que a estrutura não é de responsabilidade deles. Enquanto isso, as prefeituras de Rifaina e Sacramento seguem realizando apenas ações paliativas, como limpezas e reparos superficiais.
O prefeito de Rifaina, Wilson Júnior (PSD), informou que uma limpeza está programada para os próximos dias, além de possíveis reparos emergenciais, até que o Ministério Público Federal emita um laudo e decida quem deverá assumir a reforma definitiva da ponte.
Para a realização da vistoria, o nível da represa precisou ser reduzido — o rebaixamento previsto era de 60 centímetros, mas a queda chegou a cerca de um metro, permitindo a análise visual da base submersa da estrutura.
O laudo técnico gerado pela vistoria deve embasar uma ação do Ministério Público Federal, que além de avaliar os riscos à segurança da ponte, deve cobrar a definição sobre a responsabilidade legal pela manutenção e reestruturação da travessia. Enquanto isso, motoristas e moradores que dependem da via seguem utilizando uma ponte com sinais evidentes de deterioração.
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