Justiça espanhola mantém pedido de prisão para Ancelotti por fraude fiscal

O técnico italiano é acusado de ocultar receitas de direitos de imagem nos anos de 2014 e 2015, durante sua primeira passagem pelo clube merengue.
03/04/2025 às 14h04
 - Atualizado há 1 ano

A Promotoria da Espanha manteve, nesta quinta-feira, 3 de abril, o pedido de quatro anos e nove meses de prisão para Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid, por fraude fiscal. O técnico italiano é acusado de ocultar receitas de direitos de imagem nos anos de 2014 e 2015, durante sua primeira passagem pelo clube merengue.

A Promotoria da Espanha manteve, nesta quinta-feira, 3 de abril, o pedido de quatro anos e nove meses de prisão para Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid, por fraude fiscal. O técnico italiano é acusado de ocultar receitas de direitos de imagem nos anos de 2014 e 2015, durante sua primeira passagem pelo clube merengue.

 Treinador de futebol Carlo Ancelotti, de terno preto, com as mãos nos bolsos, observa atentamente o jogo à beira do gramado. O fundo desfocado mostra torcida e equipe técnica no estádio.

O Ministério Público sustenta que Ancelotti fraudou mais de 1 milhão de euros (cerca de R$ 6,18 milhões) ao não declarar valores obtidos por direitos de imagem e outras fontes, como imóveis. Segundo a acusação, ele declarou apenas os salários recebidos como treinador do Real Madrid, mas omitiu ganhos extras.

O promotor responsável pelo caso afirmou que havia indícios de fraude, ocultação e omissão por parte do técnico. Ele também argumentou que a alegação de desconhecimento por parte de Ancelotti não poderia ser aceita.

Por outro lado, a defesa do treinador, representada pelo advogado Carlos Zabala, sustentou que o técnico não tinha clareza sobre os contratos assinados e que o caso deveria ser resolvido na esfera administrativa, sem necessidade de um julgamento criminal. O advogado também acusou o fisco espanhol de tentar expor o treinador ao “escárnio público”.

Durante seu depoimento na quarta-feira, 2 de abril, Ancelotti negou ter tido intenção de cometer fraude e declarou que foi o próprio Real Madrid que lhe propôs o modelo de remuneração que incluía o pagamento de 15% em direitos de imagem.

A decisão do Tribunal Superior de Justiça de Madri ainda não foi divulgada. Se condenado, o treinador pode pegar pena de prisão e ser obrigado a devolver os valores cobrados pela Receita espanhola.

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