
Justiça bloqueia R$ 38 milhões e suspende contratos da Prefeitura de Taquaritinga por suspeita de fraude

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou, em decisão liminar, a suspensão dos contratos públicos da Prefeitura de Taquaritinga–SP e o bloqueio de R$ 38 milhões em bens de empresários e do ex-prefeito Vanderlei José Marsico, investigados por suspeita de fraudes em licitações.
A medida atende a um pedido da Promotoria do Patrimônio Público, do Ministério Público, responsável pela investigação do esquema. Segundo a promotora Patrícia Frighetto Gasparini, duas empresas estão diretamente envolvidas nas irregularidades. Elas atuavam na locação e manutenção de máquinas e veículos durante a gestão de Marsico.

As investigações do MP indicam que as empresas apresentavam preços abaixo do mercado para vencer os pregões. Após a contratação, os valores eram alterados, gerando superfaturamento. Durante a execução dos contratos, foram constatadas cobranças excessivas de horas de locação, má prestação de serviços e emissão de notas fiscais de alto valor sem comprovação dos serviços prestados.
A análise da documentação foi feita pelo Centro de Apoio Operacional à Execução (CAEx). Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) apontou ainda desajustes nos pagamentos aos fornecedores. Isso significa que as empresas investigadas recebiam valores antes de outros credores da Prefeitura.
Para aprofundar as investigações, o Ministério Público também obteve na Justiça a quebra de sigilo bancário dos envolvidos, o que ajudou a identificar o real prejuízo causado aos cofres públicos.
A ação segue em trâmite, e os contratos investigados permanecem suspensos por ordem judicial. O ex-prefeito e os empresários ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.
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