Justiça bloqueia R$ 38 milhões e suspende contratos da Prefeitura de Taquaritinga por suspeita de fraude

Ex-prefeito Vanderlei Marsico e empresários são investigados por esquema em licitações para locação e manutenção de veículos
09/04/2025 às 13h43
 - Atualizado há 1 ano
Homem de meia idade usando uma camisa tipo polo amarela com a gola e as mangas verdes posando em frente a uma foto de vista aérea de Taquaritinga
📸 Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou, em decisão liminar, a suspensão dos contratos públicos da Prefeitura de Taquaritinga–SP e o bloqueio de R$ 38 milhões em bens de empresários e do ex-prefeito Vanderlei José Marsico, investigados por suspeita de fraudes em licitações.

A medida atende a um pedido da Promotoria do Patrimônio Público, do Ministério Público, responsável pela investigação do esquema. Segundo a promotora Patrícia Frighetto Gasparini, duas empresas estão diretamente envolvidas nas irregularidades. Elas atuavam na locação e manutenção de máquinas e veículos durante a gestão de Marsico.

Homem de meia-idade, usando óculos, jaqueta de couro preta e camisa clara, fala ao microfone diante de uma plateia. Ele está em destaque no primeiro plano da imagem, enquanto o público ao fundo, com diversas pessoas sentadas e sorrindo, observa atentamente. O ambiente parece ser um evento ou cerimônia em local fechado, com iluminação suave nas paredes
📸 Reprodução/Redes Sociais

As investigações do MP indicam que as empresas apresentavam preços abaixo do mercado para vencer os pregões. Após a contratação, os valores eram alterados, gerando superfaturamento. Durante a execução dos contratos, foram constatadas cobranças excessivas de horas de locação, má prestação de serviços e emissão de notas fiscais de alto valor sem comprovação dos serviços prestados.

A análise da documentação foi feita pelo Centro de Apoio Operacional à Execução (CAEx). Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) apontou ainda desajustes nos pagamentos aos fornecedores. Isso significa que as empresas investigadas recebiam valores antes de outros credores da Prefeitura.

Para aprofundar as investigações, o Ministério Público também obteve na Justiça a quebra de sigilo bancário dos envolvidos, o que ajudou a identificar o real prejuízo causado aos cofres públicos.

A ação segue em trâmite, e os contratos investigados permanecem suspensos por ordem judicial. O ex-prefeito e os empresários ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.

Leia mais:

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio