
Templo Maia de 2.300 anos é parcialmente destruído
Retroescavadeira destrói parte do templo. Foto: MSNArqueólogos locais apontam operários de empresa construtora de estradas como responsáveis pelo incidenteNa semana passada, rumores acerca da degradação da pirâmide maia conhecida como Nohmul, localizada em Belize, América Central, levaram arqueólogos a investigarem a ação de uma empresa construtora de estradas. Na tarde de ontem, (14), autoridades do país afirmaram que boa parte do templo foi destruído por uma retroescavadeira.O diretor do Instituto de Arqueologia de Belize, Jaime Awe, informou que o incidente ocorreu quando operários buscavam cascalho para preencher buracos numa estrada, que logo depois seria pavimentada. Localizada nas proximidades das aldeias de San José e San Pablo, ao norte de Orange Walk Town, a pirâmide de Nohmul é uma das maiores construções maias no país. Segundo John Morris, também do Instituto de Arqueologia de Belize, os operários tinham plena consciência do que estavam fazendo. “É inacreditável que alguém de fato tenha tido o descaramento de destruir esta construção. Não há, absolutamente, nenhuma possibilidade de que eles não soubessem que aqueles eram montes maias”, comenta ele.
A importância de Nohmul
Além da questão histórica contida na pirâmide de Nohmul, datada de 2.300 anos, a importância arqueológica do templo é bastante significativa. Há 50 anos, a pirâmide foi objeto de estudos a respeito dos povos maias. Na década de 80, estudantes e professores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, realizaram diversas pesquisas e teses.Construído na era pré-colombiana, a construção maia fica localizada em terras particulares, porém, a legislação belizenha expressa que quaisquer complexos históricos estão sob proteção do governo.A polícia de Belize investiga o caso.
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