
O Lago dos Cisnes no Theatro Pedro II
Foto: Divulgação
ORussian State Ballet, considerada uma das companhias de dança mais respeitadas da Rússia, apresenta no Theatro Pedro II espetáculo O LAGO DOS CISNES, um grande momento da dança clássica mundial.
Com 32 anos de história, a companhia está sob a liderança do coreógrafo Viatcheslav Gordeev, seu criador, diretor artístico e diretor geral. Com seus quarenta solistas, a meta principal do Russian State Ballet é preservar a herança da coreografia russa e da Europa ocidental, paralelamente à busca de novas formas de dança.
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Conciliar tradição e inovação é a proposta da companhia
Há séculos que os braços e pernas da Europa e do mundo se movimentam na primeira, segunda, terceira, quarta, quinta e sexta posições do balé clássico. As dificuldades da arte superam o físico – afinal, fazer pliês e botar os pés em meia-ponta numa apertada sapatilha não são tarefas para qualquer um. Manter a tradição por tantos séculos e ainda torná-la atraente para especialistas e leigos é outro grande desafio desta arte, cujo poder de emocionar atravessa culturas e gerações, encantando jovens , adultos e idosos, instruídos ou não. Para manter o frescor, a dança tradicional incorporou pequenos toques de contemporaneidade.
Representante da união entre velho e novo, o Russian State Ballet é um dos grandes nomes do balé mundial. A companhia surgiu do sonho de Irina Tichomirova, primeira bailarina do Bolshoi (a mais famosa companhia russa) e diretora da Sociedade Filarmônica de Moscou, em 1979. De lá para cá, astros dos principais grupos russos, como o Kirov, o Stanislavski e o Bolshoi, uniram-se à trupe.
Linguagens
Os 40 solistas da companhia são os responsáveis pelo encontro entre o erudito e o moderno. “Todos sabemos que o artista que recebe treinamento somente em dança contemporânea não pode bailar os clássicos. Quem é preparado em dança clássica pode assimilar qualquer outro tipo de linguagem. É muito útil que o bailarino se expresse de uma forma a outra”, explica o coreógrafo do Bolshoi, Viatcheslav Gordeev, que dirige a companhia.
A concepção de um novo espetáculo leva de um a dois meses. Nesse período, a rotina de ensaios é árdua: pela manhã, os bailarinos ensaiam por uma hora e 15 minutos em média. Após ligeiro descanso, são cinco horas de treinos sem parar. Em dias de apresentação, ainda há um período de relaxamento antes de fazer a maquiagem e vestir o figurino.Para quem deseja integrar o casting do Russian State Ballet, a paixão pela dança é o pré-requisito fundamental. “É preciso estar bem preparado fisicamente, ter o porte necessário para um bailarino e querer trabalhar no teatro russo, ciente da orientação da companhia. Os aspirantes a bailarinos devem amar a profissão, ser disciplinados e se dedicar ao trabalho”, explica Gordeev.Na coxia, as nacionalidades se misturam numa grande Torre de Babel – japoneses, australianos, coreanos, entre outros, formam a equipe.Adicionar toques de modernidade ao clássico, sem que a essência se perca no meio do caminho, é um desafio. “É um processo complexo. Temos que pensar, ao mesmo tempo, em questões diferentes, como financiamento, seleção dos artistas, onde estudar e ensaiar, preparação do figurino, técnicos etc.. Assim como a vida, os problemas são resolvidos um de cada vez. Os desafios são permanentes e somente encarando-os conseguimos elevar o nível do trabalho. Porém, temos em mente que é uma tarefa permanente. Devemos trabalhar sem descanso para manter o nível alcançado e superá-lo, na medida do possível”, explica Gordeev.
Ingressos:
R$ 200,00 Platéia, Frisa e Balcão Nobre
R$ 160,00 Balcão Simples e Galerias
Informações: (16) 9770-2799
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