Fazendeiro que mantinha carvoeiros “escravos” terá que pagar 90 mil

Trabalhadores receberão R$ 3 mil de indenização / Foto: Ministério do Trabalho Após serem resgatados de uma fazenda na região de Sacramento (MG), todos os 34 carvoeiros que trabalhavam em regime de escravidão, conforme apurou o Mistério do Trabalho receb
17/05/2013 às 00h00
 - Atualizado há 13 anos

Trabalhadores receberão R$ 3 mil de indenização / Foto: Ministério do Trabalho

Após serem resgatados de uma fazenda na região de Sacramento (MG), todos os 34 carvoeiros que trabalhavam em regime de escravidão, conforme apurou o Mistério do Trabalho receberão benefícios retroativos.

O Ministério Público encaminhou um relatório para o Ministério Público Federal que determinou nesta sexta-feira, um termo que prevê reparação pelos danos sociais e individuais causados aos trabalhos, que irão receber R$ 3 mil, mais R$1,5 mil por cada três meses de trabalho.

“Essa indenização é além do pagamento de verbas trabalhistas devidas a cada um”, ressalta o procurador Paulo Veloso.

Entenda o caso

Após denúncia de um ex-funcionário que havia deixado há poucos dias o local, foi constatado pelo auditor fiscal, Marcelo Gonçalves, que o ganho médio dos trabalhadores, era de R$ 30, e as condições encontradas caracterizavam o trabalho escravo.

A falta de equipamentos de segurança, condições de higiene e energia elétrica agravaram a situação. Em entrevista ao repórter Silas Bonetti para a Rádio Sacramento (ouça o áudio) , um dos trabalhadores afirmou que não conseguia sequer fazer contato com a família, pois não havia sinal telefônico e o local mais próximo fica há 17 km da fazenda. “A gente sofria demais, trabalhava demais para ganhar pouco. Era muito pouco para carregar o forno, e quando alguém não conseguia, ele não pagava nem a diária”, afirmou o funcionário.

O proprietário não quis falar sobre o assunto, mas em acordo, ficou estabelecido que o pagamento de todos os direitos trabalhistas aos carvoeiros de forma retroativa.

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