
Estresse é coisa séria!
Estafa cotidiana acumulada pode desencadear a Síndrome de adaptação geral
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Atualmente, o frenético compasso cotidiano, a correria do dia a dia, o trânsito e a cansativa jornada de trabalho são fatores que levam muita gente ao estresse. Considerado o mal do século por muitos psicólogos, esta característica de estafa tanto mental quanto física se tornou uma das maiores queixas nos consultórios psíquicos.
“Hoje as pessoas trabalham muito e na maioria dos casos não têm um tempo para cuidar de si. Isso desencadeia cansaço, desânimo, estresse e frustração”, comenta a psicóloga Talita Capareli Estrela.
Apesar de comum nos dias atuais, o estresse que vai além do habitual, isto é, o acumulado ou constante, está desencadeando a Síndrome de Adaptação Geral (SAG). Ainda que pouco discutida, a síndrome apresentada por Hans Selye consiste basicamente em um estresse biológico, ou seja, se origina no campo mental, porém, sua intensidade e persistência fazem com que determinados hormônios produzidos pelo sistema endócrino acostumem o corpo às situações de estresse. Daí então a denominação.
Dividida em três estágios, a Síndrome de Adaptação Geral começa a se manifestar na fase de reação de alarme, posteriormente na fase de adaptação ou resistência e em seu estado crítico na fase de exaustão. Neste processo em cadeia, o primeiro estágio coloca o corpo em alerta geral através do hipotálamo que ativa o Sistema Nervoso Autônomo. A liberação dos corticoides e catecolaminas potencializadas pelas glândulas suprarrenais é a principal responsável pela resposta do corpo ao estresse.
Apesar de não apresentar muitos sinais de alerta, a primeira fase é a base para as conseguintes. No estágio de adaptação ou resistência o estresse e a resposta a ele se tornam crônicos. Ou seja, o corpo se acostuma com situações de estresse ou se acomoda. Nesta fase, as mudanças corpóreas como aumento da pressão sanguínea, ulcerações do aparelho digestivo começam a aparecer.
Ao que se refere à fase de exaustão, o organismo já não consegue mais sustentar as respostas ao estresse. Isto significa que a resistência obtida nas duas primeiras fases se esgotou, pois a resistência do organismo não é ilimitada.
Esta última fase raramente se instala, pois, além de praticamente insuportável segundo estudiosos, o indivíduo acometido busca o tratamento terapêutico através da própria constatação de outros problemas somáticos como a depressão.
Doenças relacionadas e tratamento
Além de desestruturar o indivíduo em suas relações familiares, a SAG pode desencadear uma série de outros problemas referentes ao convívio social. “Em decorrência do estresse acumulado, essa síndrome pode vir acompanhada de fobia social, síndrome do pânico e diversos outros transtornos”, explica a psicóloga Talita.
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Acometendo principalmente o público feminino, a síndrome de adaptação geral quando instalada pode gerar irritabilidade, insônia, mudanças repentinas de humor e diminuição da libido sexual. Esse conjunto de respostas inespecíficas que se manifestam no corpo devido ao estresse pode ser revertido ou pelo menos controlado. “Quando a pessoa começa a observar um desânimo ou um bloqueio constante ao levantar-se da cama é sinal de que algo pode estar errado e claro, um sinal de alerta”, aponta Talita.
Segundo psicólogos, as mais freqüentes queixas de estresse estão relacionadas ao trabalho. Nesta questão o tratamento terapêutico, muito indicado para quem sofre da síndrome, sempre vem acompanhado de medicamentos para controlar ansiedade ou aqueles que auxiliam no controle das alterações de humor. Em seu estado mais avançado ou grave, os tratamentos são de acordo com as manifestações do organismo em relação ao estresse.
Especialistas afirmam que além das formas de tratamento padrão, algumas terapias alternativas, assim como a prática de esportes podem auxiliar na diminuição dos sintomas da síndrome. No entanto, busque sempre orientação médica.
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